As trabalhadoras conserveiras da Freitasmar que exercem as suas funções na unidade de produção do porto de Olhão, juntaram-se esta sexta-feira ao dia de luta regional do Algarve, promovido pela União dos Sindicatos do Algarve (USAL/CGTP-IN), na concentração em frente à Escola Secundária João de Deus, em Faro. A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN).
As conserveiras exigem o aumento dos salários na Freitasmar, a actualização do subsídio de alimentação para os 7,50 euros, a «correcta atribuição das categorias profissionais previstas no Contrato Coletivo de Trabalho» e a «criação de um sistema de diuturnidades que valorize a antiguidade e a experiência dos trabalhadores».
A paralisação foi provocada pela «ausência de respostas da administração às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores por intermédio do SINTAB» para valorizar o seu trabalho, refere nota do sindicato, enviada ao AbrilAbril. As conserveiras querem ainda uma melhoria das condições de trabalho na fábrica de Olhão, «a redução do horário para 35 horas semanais, a consagração dos 25 dias úteis de férias e a atribuição de um dia adicional de férias no aniversário do trabalhador».
«Os trabalhadores da Freitasmar, maioritariamente mulheres, garantem diariamente o funcionamento da empresa com profissionalismo, dedicação e competência. É justo que esse contributo seja reconhecido através de salários dignos, melhores direitos e condições de trabalho mais justas», defende o SINTAB. Esta fábrica, inaugurada em 2013 tem uma dimensão aproximada de 5 mil metros quadrados e exigiu um investimento de cerca de 5,5 milhões de euros da parte da Freitasmar, «comparticipados em cerca de 2 milhões de euros por fundos comunitários e nacionais».
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