Como já vem sendo apanágio, enquanto os salários e as remunerações ficam estagnadas, os preços e o custo de vida dispara sem controlo. No caso dos Açores, os custos da insularidade são hoje «muito superiores quando comparados com a realidade da Região aquando da criação do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional e da Remuneração Complementar», refere nota da CGTP-IN/Açores.
«Sem o aumento geral e significativo de todos os salários, não haverá desenvolvimento social digno desse nome», defende a central sindical. Mantendo-se a situação como está, continuará a não haver a «fixação dos jovens, muitos deles altamente qualificados, que, cada vez mais, se vêm forçados à emigração»; a região continuará incapaz de captar mão de obra, «especialmente, de mão de obra qualificada» e o brutal aumento do custo de vida dos trabalhadores só tornará mais complicada a «dinamização da economia» e do «mercado interno».
«Não haverá, portanto, desenvolvimento dos sectores produtivos». Por isso mesmo, defende a CGTP-IN, o aumento geral e significativo de todos os salários «não é apenas uma necessidade premente para os trabalhadores e para as suas famílias: é uma condição essencial para o desenvolvimento da própria Região».
A central sindical lançou uma petição regional para exigir o aumento de «15% em todos os salários, ou, no mínimo, de 150€, no aumento do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional para os 10% e da Remuneração Complementar para os 100€». No que ao sector privado diz respeito-a, a CGTP propõe «a dinamização da contratação coletciva, em particular, no plano das remunerações», uma medida «essencial» para romper definitivamente com o «ciclo da pobreza» a que os trabalhadores dos Açores foram condenados.
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