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Dia de luta por melhores salários nas fábricas de material eléctrico e electrónico

A actualização salarial anunciada pela associação patronal do sector é «miserável», num momento em que os aumentos poderiam reforçar o poder de compra e dinamizar a economia, considera o sindicato.

Créditos / olhardigital

Os trabalhadores da Legrand, em Trajouce (Cascais), realizam hoje um plenário e uma concentração de protesto frente às instalações da empresa, e os trabalhadores da Hanon Systems, em Palmela, iniciam uma greve e fazem também uma concentração de protesto junto à empresa.

Para além destas acções de luta, os trabalhadores e o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN) têm dinamizado diversos abaixo-assinados, que serão entregues às respectivas empresas, a exigir a negociação dos cadernos reivindicativos de 2020 e aumentos salariais que signifiquem um real aumento do poder de compra.

Com o início do surto epidémico de Covid-19, várias empresas do sector adiaram ou cancelaram as negociações dos cadernos reivindicativos, retiraram rendimentos aos trabalhadores e aplicaram medidas que restringiram e condicionaram diversos direitos dos trabalhadores, mesmo depois de terem obtidos lucros significativos no ano passado e de estarem a atingir os objectivos deste ano, afirma o SIESI.

Segundo o sindicato, a associação patronal do sector, a Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico (ANIMEE), anunciou recentemente uma actualização salarial «miserável», num momento em que os aumentos salariais poderiam aumentar o poder de compra e dinamizar a economia nacional.

Além disso, sublinha o sindicato, a ANIMEE e as empresas do sector pretendem que esta actualização salarial tenha efeitos apenas a partir de Outubro de 2020, enquanto os trabalhadores exigem retroactivos a Janeiro.

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