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Contestação ao encerramento das Águas do Caramulo

O Sintab afirma a sua oposição ao anúncio do grupo Super Bock de fechar a fábrica da Águas do Caramulo e realça que a «optimização» vai deixar desempregadas 26 pessoas de uma região muito debilitada.

Linha de produção da fábrica de engarrafamento na localidade de Varzielas
Linha de produção da fábrica de engarrafamento na localidade de VarzielasCréditos

Em nota de imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab/CGTP-IN) realça a sua «total discordância e oposição» ao fecho do centro de produção das Águas do Caramulo, concelho de Oliveira de Frades, pelo grupo Super Bock.

«Quaisquer decisões de estratégia meramente comercial, assentes na assumida lógica de optimização de recursos, devem ser tidas em conta sob o ponto de vista global, num grupo empresarial já altamente competitivo e lucrativo e que ostenta a responsabilidade social como pilar da sua estratégia de gestão», lê-se no documento.

José Eduardo Andrade, dirigente do Sintab, realçou à Lusa que «a decisão de encerrar o centro de produção do Caramulo deixa sem emprego 26 pessoas de uma zona altamente debilitada em termos de empregabilidade» e frisou que «muitas famílias ficam totalmente desamparadas».

«Solução de mobilidade» da Super Bock é «irrealista»

Apesar do grupo Super Bock afirmar que ninguém será despedido, através da transferência para outras unidades, o Sintab afirma que tais «são irrealistas e inexequíveis para a quase totalidade dos trabalhadores», pois «sugerem uma deslocação equivalente a quase metade do território nacional, até ao Alentejo».

«O salário mínimo praticado naquela fábrica é 750 euros e não é de ânimo leve que se aceita percorrer meio País para manter o emprego. Mesmo que a empresa pague o subsídio de mobilidade, este é limitado no tempo. Não é uma solução definitiva», realçou José Eduardo Andrade, que acrescentou se tratar ainda de uma mudança de vida muito grande, inclusive as famílias dos trabalhadores.

Por outro lado, o Sintab afirma que «encetará todos os esforços e contactos no sentido do retrocesso desta penosa decisão e consequente salvaguarda da totalidade dos 26 postos de trabalho» na região.

Na sexta-feira passada, a pretexto de um ajusto ao modelo da empresa nas águas lisas, com vista à optimização dos recursos, o grupo Super Bock anunciou que vai encerrar em Fevereiro o centro de produção do Caramulo, dedicada às águas lisas e onde trabalham 26 pessoas.

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