|aumento dos salários

Aumentos salariais na Altice são insulto para quem trabalha

Quase no fim do período para responder à proposta da Frente Sindical, a Administração da Altice apresentou uma proposta de aumentos salariais, sustentada em 30 páginas de «fundamentação económica», que é fundamentalmente insultuosa.

CréditosAntónio Pedro Santos / Agência LUSA

A Frente Sindical na Altice demonstrou, desde o primeiro momento, disponibilidade para negociar e deu a conhecer essa abertura à Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho uma vez que a administração da Altice demonstrava desinteresse.

Quase a terminar o prazo de 30 dias para responder à proposta da Frente Sindical sobre aumentos de salários intercalares, a Administração da Altice no passado dia 29 fez chegar a sua resposta. Importa relembrar que a inflação ronda os 10% e não se fez sentir somente num mês, ou seja, os trabalhadores ao longo dos meses têm vindo a empobrecer enquanto trabalham uma vez que o salário real desvalorizou. 

Sabendo disto, o patronato, na contra-proposta que fez chegar, entregou uma proposta de aumentos salariais que a Frente Sindical vê como um insulto face às dificuldades sentidas pelos trabalhadores. Para os salários até 1.300€ a proposta de aumento é de 2%, para os salários entre 1.300€ e 2.300€ a proposta de aumento é de 1%, para os salários acima de 2.300 € não existem aumentos e para que recebe o salário mínimo da Altice o valor passará a ser de 800€, um aumento de 40€ face ao mínimo nacional. Relativamente a abonos ou subsídios, o aumento também não existirá.

A Altice teve 2.314 milhões de euros de receita em 2021 e no presente ano, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações cresceu 7,6% entre janeiro e setembro, face aos mesmos nove meses de 2021, para 687,9 milhões de euros e as receitas nesse período subiram 14,5%, para 1.934,7 milhões.

A Frente Sindical relembra que numa empresa de comunicação o lucro é sempre garantido, e mesmo assim a Administração da Altice só pensa em o canalizar para os lucros para os accionistas, não valorizar salários e continuar a ameaçar os Planos de Saúde.

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