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Adesão quase total no segundo dia de greve nos bares dos comboios

Tal como na sexta-feira, a greve dos trabalhadores dos bares dos Alfa Pendular e Intercidades regista uma adesão «de quase 100%», assegurou uma fonte sindical ao AbrilAbril.

Concentração de trabalhadores em greve na Estação de Campanhã, no Porto
Concentração de trabalhadores em greve na Estação de Campanhã, no Porto Créditos / Sindicato da Hotelaria do Norte

A greve tinha uma duração prevista de 24 horas, a partir das 0h de sexta-feira, mas, segundo referiu Francisco Figueiredo, dirigente do Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN), os trabalhadores da sociedade Almeida & Cadima – pertencente à LSG Group (Lufthansa) e que, desde Dezembro do ano passado, explora o serviço de refeições dos comboios Alfa Pendular e Intercidades – decidiram prolongar o protesto por mais 24 horas, entre as 0h e as 24h de hoje.

Em declarações ao AbrilAbril, Francisco Figueiredo sublinhou a elevada adesão à greve, realizada a nível nacional, sendo que, ontem, apenas três trabalhadores (precários) de um total de 148 trabalhadores da empresa compareceram ao serviço e, hoje, apenas dois, também em situação de precariedade.

Reunidos esta manhã em plenário, «os trabalhadores aceitaram a proposta da empresa de antecipar o calendário negocial, como mostra de boa-fé negocial, e não prolongar a greve para além de hoje», explicou o dirigente sindical, sublinhando que, da parte dos trabalhadores, se mantém a «clara rejeição das propostas da empresa, da retirada de direitos».

Referindo-se à nota ontem publicada pelo sindicato, Francisco Figueiredo disse que, «mal assumiu a concessão, a LSG pôs em causa direitos dos trabalhadores», explicando que, entre outras coisas, «deixou de pagar o trabalho em dia feriado, conforme determina o Acordo de Empresa (com 200%), deixou de pagar o trabalho suplementar, alterou as escalas – perturbando a vida pessoal e familiar dos trabalhadores –, reduziu o valor mensal pago no subsídio de alimentação, deixou de pagar o subsídio de alimentação nas férias, despediu trabalhadores precários e descontou faltas que antes eram pagas».

No contacto telefónico mantido com o AbrilAbril, o dirigente sindical vincou a «oposição dos trabalhadores» às propostas avançadas pela empresa na última reunião de negociações, já que, «em vez de assumir compromissos de modo a repor os direitos dos trabalhadores e assegurar aumentos salariais justos, propôs a desregulamentação dos horários, a criação de um banco de horas e a remissão para a lei geral do pagamento do trabalho em dia feriado e do subsídio nocturno», frisou.

«E sabem bem – acrescentou – que, pelo Código do Trabalho, o patronato só é obrigado a pagar 50% nos feriados e não é obrigado a pagar subsídio nocturno no Turismo».

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