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Trabalhadores dos bares dos comboios protestaram em Santa Apolónia

Ao terceiro dia de greve, os trabalhadores dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades deslocaram-se até Lisboa para exigirem aumentos salariais dignos e a reposição dos direitos retirados.

Manifestação de trabalhadores na estação de Santa Apolónia
Manifestação de trabalhadores na estação de Santa ApolóniaCréditos / Sindicato da Hotelaria do Sul

Os protestos decorreram ao longo desta manhã, dentro e fora da estação ferroviária de Santa Apolónia, sítio onde estão localizados os escritórios da Almeida & Cadima, empresa que pertence ao grupo LSG (Lufthansa) e que detém o serviço dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades.

Os trabalhadores assinalaram assim o terceiro dia da greve em curso e que não tem um fim previsto, com o prolongamento desta a ser decidido diariamente. Tal como nos dias anteriores, a adesão foi «​​​​praticamente total», havendo só um trabalhador a laborar, num universo de 148.

 

 

 

A paralisação em curso reúne o apoio de vários sindicatos afectos à Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Feshat/CGTP-IN), entre os quais os Sindicatos de Hotelaria do Norte e do Sul.

 

 

 

Após se terem manifestado na estação, os trabalhadores concentrados em protesto em frente à sede da Almeida & Cadima aprovaram uma moção que, segundo fonte sindical, foi entregue tanto à empresa como à CP e à Infraestruturas de Portugal. O objectivo foi no sentido destas, como responsáveis máximas do contrato, obrigarem a «Almeida & Cadima a uma mudança de posição» e a «respeitar os trabalhadores».

 

 

 

No documento, os trabalhadores exigem a reposição de todos os direitos retirados, como o pagamento dos 22 dias do subsídio de alimentação em vez dos 20 dias actuais e que este seja pago nas férias, além do trabalho suplementar e do subsídio relativo aos atrasos dos comboios.

 

 

 

Por outro lado, os trabalhadores não aceitam a política de baixos salários e exigem aumentos com «mínimos aceitáveis», além de rejeitarem que «a empresa continue a alterar as escalas de horário» em cima da hora, o que põe em causa o seu direito à conciliação do trabalho com a sua vida pessoal e familiar.

 

 

 

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