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Adesão quase total fecha bares dos comboios de longo curso

Os trabalhadores dos bares dos Alfa Pendular e Intercidades estão em greve, com uma adesão de «praticamente 100%», para exigir aumentos salariais dignos e a reposição de vários direitos retirados.

A Servirail explora os bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades da CP. Na foto, o novo Alfa Pendular, apresentado na estação de Santa Apolónia, em Lisboa. 24 de Março de 2017
Trabalhadores asseguram serviço de bares nos comboios de longo cursoCréditosMário Cruz / Agência LUSA

Em comunicado, o Sindicato da Hotelaria do Norte (CGTP-IN) afirma que a adesão à greve hoje em curso é quase total, tendo apenas comparecido ao serviço dois trabalhadores com vínculos precários, num universo de 148 funcionários.

Os trabalhadores da Almeida & Cadima, pertencente ao grupo LSG (Lufthansa), que detém desde Dezembro passado o serviço de refeições dos comboios Alfa Pendular e Intercidades, contestam a proposta patronal para o acordo de empresa (AE), por esta ser «manifestamente insuficiente» face aos baixos salários.

Apesar de a empresa já ter recuado em várias matérias, como no «não pagamento do trabalho em dia feriado e do subsídio nocturno», o sindicato menciona que, caso a proposta da empresa fosse aceite, os trabalhadores «viam o seu actual salário reduzido ao fim do mês».

 

Segundo a estrutura sindical, na reunião negocial do AE que teve lugar dia 22 de Março a administração «propôs apenas um aumento salarial de 1,5% e congelamento das demais cláusulas pecuniárias, o que foi liminarmente rejeitado pelos trabalhadores».

 

Além disso, o sindicato afirma que a empresa «não se comprometeu a repor direitos retirados aos trabalhadores», tendo reduzido o valor do subsídio de alimentação de 22 para 20 dias por mês, não paga o mesmo nas férias e não prevê o pagamento das despesas causadas pelos atrasos dos comboios.

 

Os trabalhadores da Almeida & Cadima decidiram em plenário prolongar a greve para amanhã. Está colocada ainda em cima da mesa a hipótese das paralisações continuarem ao longo da semana, ficando a decisão a cargo dos trabalhadores, que «diariamente irão avaliar se continuam com o protesto».

 

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