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Adesão à greve na Barraqueiro continua a crescer

A par das empresas do grupo EVA, os trabalhadores de mais dez empresas do grupo Barraqueiro decidiram aderir à greve marcada para a próxima sexta-feira, em Lisboa, para exigir aumentos salariais.

Autocarro da Mafrense, uma das empresas do grupo Barraqueiro
Autocarro da Mafrense, uma das empresas do grupo BarraqueiroCréditosKotomi / CC BY-NC 2.0

O apoio à greve marcada para o dia 28 de Setembro está a crescer, tendo os trabalhadores de várias empresas rodoviárias do grupo Barraqueiro decidido, em plenário, que também vão fazer greve e participar na concentração de protesto em frente à sede da Barraqueiro, às 11h30 no Campo Grande.

Abrangendo inicialmente as empresas do grupo EVA transportes (Frota Azul, Translagos, Próximo, Mundial Turismo), o pré-aviso de greve engloba também as seguintes rodoviárias: Barraqueiro SA; Rodoviária de Lisboa; Rodoviária do Alentejo; Mafrense; Rodoviária do Oeste; Boa Viagem; Estremadura; Sto. António; Barraqueiro Oeste e a Barraqueiro Alugueres.

Os trabalhadores reivindicam aumentos salariais e respeito pela contratação colectiva, exigindo sobretudo a correcção das diferenças salariais que se reflectem em profissionais com as mesmas funções a receber salários e subsídios muito diferentes. Os salários pagos aos motoristas já são em si baixos. como no caso da EVA, que levam cerca de 540 euros para casa.

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) afirma que este é o momento para lutar e que «nada fazer, é dizer ao patrão que pode manter os salários baixos, horários de trabalhos longos, que não respeite a contratação colectiva e continue a aumentar a exploração de quem trabalha».

No caso do grupo EVA, a proposta da Fectrans, rejeitada pelos representantes do grupo, contemplava que os salários fossem de 690 euros a Janeiro de 2019, as folgas e compensações a 75 euros e as refeições, em deslocado e na base, a 10 e 8 euros, respectivamente. Já nas demais empresas, os valores seriam iguais, excepto que o salário seria de 680 e a refeição na base a 4,80 euros, com os valores das tabelas unificados em 2020.

O grupo detido pela Barraqueiro replica um expediente que é comum a outros grandes grupos económicos: contratando através de uma teia de empresas, exclui um conjunto de trabalhadores da contratação colectiva, apesar de estarem todos ao serviço do mesmo grupo.

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