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Barraqueiro Transportes abalada por greve histórica

Os trabalhadores de oito rodoviárias do grupo Barraqueiro estão em greve esta sexta-feira, por aumentos salariais e melhores condições. Adesão global é de 70%, chegando aos 95% na Boa Viagem.

Concentração de trabalhadores junto à sede da Barraqueiro, em Lisboa
Concentração de trabalhadores junto à sede da Barraqueiro, em LisboaCréditosMANUEL ALMEIDA / LUSA

A greve de 24 horas, iniciada às 3h de hoje, foi convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), abrangendo um total de oito empresas: Barraqueiro Transportes (Boa Viagem, Estremadura, Mafrense, Barraqueiro Oeste, Barraqueiro Alugueres), além da JJ Santo António, Isidoro Duarte e Rodoviária do Alentejo.

Segundo a Fectrans, «apesar das pressões das diversas hierarquias das empresas», a adesão global à greve foi de 70%, tendo esta variado entre os 60% e os 95%, conforme as rodoviárias, sendo que a mais alta decorreu na Boa Viagem.

Os trabalhadores da Barraqueiro reivindicam aumentos salariais e, sobretudo, exigem a correcção das diferenças salariais entre as empresas do mesmo grupo, que se reflectem em profissionais com as mesmas funções a receber salários e subsídios muito diferentes.

Piquete de greve à porta da Boa Viagem

Durante a manhã de hoje, os trabalhadores realizaram ainda uma concentração de protesto, em frente à sede da Barraqueiro no Campo Grande, em Lisboa. A acção contou com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Na moção aprovada no fim da concentração, os trabalhadores da Barraqueiro decidiram – além de uma saudação a todos que participaram na greve, inclusive «aos que já conquistam o aumento dos seus salários» –, avançar com um novo pré-aviso de greve para o dia 9 de Novembro para forçar «negociações sérias» com base nas reivindicações dos trabalhadores.

No fim de Setembro, a ameaça de uma forte greve dos trabalhadores das rodoviárias de passageiros do grupo EVA (Frota Azul, Translagos, Próximo, Mundial Turismo), por sua vez detido pela Barraqueiro, resultou em vitória com a cedência da administração às reivindicações dos trabalhadores.

Já ontem, os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, uma das empresas que fazia parte da convocatória inicial, receberam uma proposta de aumentos da administração que prevê a fixação do salário base em 685 euros, trabalho em dia de folga remurado com 70 euros, um subsídio de refeição de 6 euros e 14 euros de diuturnidade, entre outros. O acordo foi assinado hoje.

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