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Trabalhadores do grupo EVA conquistam aumentos salariais

Perante a ameaça de greve, as administrações das empresas do grupo EVA (Barraqueiro) cederam às reivindicações dos trabalhadores, que asseguram aumentos salariais de quase 5%, entre outros direitos.

Empresa é detida pelo Grupo Barraqueiro e opera no Sul do País
Empresa é detida pelo Grupo Barraqueiro e opera no Sul do PaísCréditos / Região Sul

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) afirma que se trata de «uma boa vitória, tendo em conta o historial das empresas», motivo pelo qual os trabalhadores decidiram a suspensão da greve. Todavia, esta poderá ser retomada a qualquer momento, caso não se traduza rapidamente num acordo escrito assinado.

A greve estava marcada para sexta-feira, abrangendo todos os trabalhadores das empresas rodoviárias de passageiros do grupo EVA (Frota Azul, Translagos, Próximo, Mundial Turismo), por sua vez detido pela Barraqueiro.

A Fectrans afirma que, através de comunicações internas, as administrações do grupo anunciaram que vão proceder a aumentos salariais que, «no essencial, correspondem a grande parte das propostas formuladas» pelos trabalhadores.

Começando pelos trabalhadores da EVA Transportes, a partir de Janeiro de 2019, o salário base é aumentado para os 690 euros (4,1%), o subsídio de refeição para os 6,50 euros, 10 euros se estiver em deslocado, além das diuturnidades para os 14 euros.

Por sua vez, no geral, os trabalhadores das restantes empresas do grupo (Frota Azul, Translagos, Próximo e Mundial Turismo) passam de imediato, contando desde Agosto passado, a receber o subsídio de refeição em deslocado (que não existia) de 9,50 euros e o trabalho em dia de folga passa dos 43,20 para 75 euros.

A partir de Maio de 2019, os trabalhadores destas empresas passam a receber dos actuais 648,13 para os 680 euros, ou seja mais 4,9%, enquanto que o subsídio de refeição de 2,65 sobe para 4,80 euros e o deslocado passa aos dez euros.

Em 2020, o salário deve subir para os 700 euros e o subsídio de refeição para 5,65 euros, sendo novamente aumentado em 2021 em 1% acima da inflação, e o subsídio de refeição passa a ser equiparado com o valor da EVA.

Ao longo do Verão, em diversas greves, os trabalhadores do grupo EVA reivindicaram aumentos salariais e, sobretudo, exigem a correcção das diferenças salariais entre as empresas do mesmo grupo, que se reflectem em profissionais com as mesmas funções a receber salários e subsídios muito diferentes.

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