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Uma manifestação nacional para dignificar a vida e as carreiras dos professores

Perante a «total falta de resposta do governo aos principais problemas profissionais» dos professores, a Fenprof/CGTP-IN vai realizar uma manifestação nacional no dia 16 de Maio, no Cais do Sodré, Lisboa, às 15h.

CréditosMarcos Borga / Agência Lusa

«Desvalorização da carreira, sobrecarga de trabalho, precariedade, falta de atractividade da profissão, dificuldades na aposentação e ausência de respostas concretas para muitos dos problemas que afectam educadores, professores e investigadores». O Governo PSD/CDS-PP de Luís Montenegro é apenas o último numa longa lista de executivos (alternando entre PS e PSD) que não só não foi capaz de resolver os problemas da carreira docente, como os agravou.

Para a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN), é evidente a «total falta de resposta do governo aos principais problemas profissionais». Em comunicado, a organização sindical apela à «unidade, determinação e luta em defesa da profissão docente», da carreira e da Escola Pública, com expressão já esta sábado, na manifestação nacional convocada pela federação sindical para as 15h, no Cais do Sodré, em Lisboa.

Nesta acção nacional de luta, os docentes afirmam a necessidade de implementar políticas que «dignifiquem a profissão», que promovam uma revisão séria da carreira, tornando a profissão (cada vez mais envelhecida)  atractiva e assegurem «melhores condições de trabalho e um futuro de qualidade para a Escola Pública e para quem nela trabalha e aprende».

A poucos dias da manifestação nacional, Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, endereçou uma carta a todos os professores em que demonstra algumas aproximações às principais reivindicações dos docentes e educadores. No entender da Fenprof, esta acção «revela preocupação com a mobilização» do sector para a luta que se avizinha. Estas cedências plasmadas na intervenção do ministro «só têm sido possíveis e só serão possíveis pelo receio político da contestação dos professores e educadores».

A carta do ministro Fernando Alexandre torna evidente que a «mobilização e a luta dos professores e educadores é um requisito insubstituível para suster objetivos negativos perfilhados pelo governo e pelo MECI e para dar força às reivindicações em que converge a generalidade dos docentes». Nesse sentido, a manifestação nacional de dia 16 de Maio e a greve geral de 3 de Junho afiguram-se insubstituíveis no alcançar dos objectivos dos professores.

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