«Enquanto a humanidade clama por paz, cooperação e respeito pelo direito internacional, a administração de Trump responde com a lógica do terrorismo de Estado: o reforço do criminoso bloqueio económico, comercial e financeiro, e a perseguição de qualquer transacção financeira que ouse aproximar-se da Ilha», denunciou a REDH num comunicado divulgado este sábado.
Em seu entender, estes factos não respondem a qualquer lógica política, mas antes à «acção coerciva de uma potência imperial que recorre à força para tentar anular a soberania e a dignidade de um povo».
A REDH expressou o mais profundo apoio ao governo e ao povo de Cuba, «reconhecendo o seu direito inalienável à autodeterminação e a construir o seu próprio destino sem ingerências externas».
Neste contexto, sublinhou que as tentativas de fazer quebrar a vontade de um país inteiro através da fome e da asfixia económica «não só são imorais como estão condenadas ao fracasso», face «à dignidade, à resistência e ao legado de luta dos seus heróis e mártires».
O documento fez um apelo urgente «a todos os intelectuais, académicos, artistas, à comunidade internacional, aos governos, aos movimentos sociais e aos povos do mundo para que se pronunciem e cerrem fileiras no apoio a Cuba».
Exigiu ainda «o fim imediato e incondicional do criminoso e genocida bloqueio económico, comercial e financeiro», bem como a eliminação das novas sanções, que «violam a Carta das Nações Unidas».
ALBA pede ao mundo que se oponha às ameaças contra Cuba
Também no sábado, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) emitiu um comunicado a expressar profunda preocupação e firme repúdio face à escalada das declarações da administração norte-americana, que ameaça recorrer à força contra Cuba, «num contexto regional marcado por tensões crescentes que comprometem a paz e a estabilidade da América Latina e Caraíbas».
Perante esta situação, a Aliança reafirmou o seu compromisso com os princípios do direito internacional, a solução pacífica das disputas, a não ingerência nos assuntos internos dos estados e o respeito irrestrito pela autodeterminação, soberania e independência dos povos.
O organismo de integração regional também instou a chamada comunidade internacional a opor-se de forma decidida à ameaça ou ao uso da força por parte dos Estados Unidos contra Cuba, tendo reiterado a vontade de contribuir activamente para o entendimento entre os países e a preservação da América Latina e Caraíbas como Zona de Paz.
«Nenhum agressor encontrará rendição em Cuba»
Na sua conta de Twitter (X), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também se referiu às ameaças acrescidas de Donald Trump contra a Ilha, considerando que estas atingem um patamar «perigoso e sem precedentes».
«Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional», frisou.
«A comunidade internacional deve tomar nota e, juntamente com o povo dos Estados Unidos, decidir se permitirá um acto criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um pequeno grupo, mas rico e influente, movido por uma sede de vingança e de dominação», disse Díaz-Canel.
Na sexta-feira, Trump declarou na Florida a vontade de assumir rapidamente o controlo da Ilha, mas só depois de «acabar o trabalho» no Irão.
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