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Mulheres da esquerda brasileira destacam resistência do povo cubano

Ana Prestes, do PCdoB, e Iza Lourença, do Psol, estiveram recentemente na Ilha, valorizando a importância da solidariedade e a resistência diária do povo cubano à intensificação do bloqueio pelos EUA.

Uma extensa delegação brasileira integrou a iniciativa solidária «Nuestra América Convoy» para Cuba Créditos / Al Mayadeen

Em declarações à Prensa Latina, Ana Prestes, secretária de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), destacou a dimensão política e humana da estadia recente em Cuba, onde participou em iniciativas de solidariedade.

Prestes integrou a grande delegação brasileira que, a 20 e 21 de Março, participou na iniciativa «Nuestra América Convoy» para Cuba, juntamente com mais de 650 pessoas de 33 países e 120 organizações de todo o mundo.

Essa comitiva, explicou a representante política brasileira, entregou ajuda material ao país caribenho – leite em pó, medicamentos, painéis solares –, numa tentativa de contribuir para o alívio das dificuldades que se vivem no dia a dia.

«Foi muito importante estar em Havana nesses dias, estar com a gente cubana, com o Partido Comunista de Cuba e com o governo», disse Prestes em alusão aos encontros que manteve com as autoridades e representantes de diversos sectores na Ilha.

O objectivo foi avançar na troca de informações, na procura de uma solidariedade mais estreita e na identificação de coisas que podem ajudar o povo cubano quotidianamente, explicou, sublinhando também a importância da luta anti-imperialista e contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos, agora intensificado com medidas da administração de Donald Trump.

Como resultado dos encontros, foi criada uma agenda de trabalho solidária para todo este ano – o do centenário do nascimento de Fidel Castro –, no âmbito da qual se vai promover as ideias de Fidel, os seus ensinamentos, espírito de luta contra o imperialismo e defesa da integração da Nossa América.

O povo cubano continua a resistir, destaca vereadora de Belo Horizonte

Na sua conta de Twitter (X), Iza Lourença, eleita do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) na capital de Minas Gerais, afirmou esta terça-feira que o povo cubano continua a resistir, na sequência de uma visita de dez dias à Ilha.

A vereadora informou que se deslocou a Cuba com os seus próprios recursos «e fora do período de plenário para integrar uma comitiva internacional de solidariedade à ilha».

«Levamos absorventes e remédios. A guerra silenciosa de Trump está levando Cuba ao colapso», lamentou a eleita em Belo Horizonte.

Como consequência das políticas de cerco norte-americanas, «faltam medicamentos, o lixo se acumula nas ruas e as crianças não conseguem ir pra escola», afirmou Lourença.

«Nos hospitais, corre-se o risco de não conseguirem manter funcionando UTI [unidades de cuidados intensivos] neonatais», alertou.

Apesar disso, «o povo cubano segue resistindo», sublinhou a vereadora, que, ao longo da sua estadia em Cuba, foi registando e divulgando nas redes sociais as impressões da viagem.

No seu quinto dia de visita escreveu: «O povo cubano, com toda sua resistência histórica, está enfrentando o que talvez seja o maior bloqueio econômico ao país das últimas décadas.»

«Não chega petróleo de nenhum lugar na ilha, e a consequência disso são os apagões», lamentou Lourença, advertindo que esse «é o grande plano de Trump e do fascismo para a América Latina: retomar territórios e acabar com os símbolos revolucionários que esses países carregam em sua história».

Neste sentido, sublinhou que a luta anti-imperialista e a solidariedade latino-americana nunca foram tão importantes.

Revelando que os únicos medicamentos que chegam são de doações e que «a situação é difícil», a vereadora em Belo Horizonte acrescentou: «também estou conhecendo coisas lindas e pessoas maravilhosas, que me fazem continuar acreditando em nossa força.»

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