Movimentos populares, centrais sindicais, partidos políticos e personalidades brasileiras denunciam «a intensificação das agressões dos Estados Unidos contra Cuba» e instam o governo brasileiro «a assumir um papel ativo e solidário diante da grave crise humanitária imposta ao povo cubano pelo bloqueio econômico».
A declaração, intitulada «Solidariedade imediata ao povo e ao governo cubano», segue-se à ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que declara Cuba como uma «ameaça inusual e extraordinária» à segurança dos Estados Unidos, e impõe tarifas a países que «vendam ou, de qualquer outra forma, forneçam petróleo a Cuba».
O objectivo do imperialismo é aprofundar o estrangulamento energético que a Ilha enfrenta, agravado de forma significativa após o ataque norte-americano contra a Venezuela, a 3 de Janeiro último, no âmbito do qual foram sequestrados o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores.
Cuba, exemplo concreto de solidariedade
«A ofensiva contra Cuba integra um plano mais amplo de intervenção política e controle da América Latina, reiterado publicamente por meio da chamada Doutrina Monroe», diz o texto, sublinhando que «Cuba é, há décadas, um exemplo concreto de solidariedade internacional».
«Médicos cubanos atuaram e seguem atuando em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, oferecendo atendimento de excelência em regiões onde a população historicamente não tem acesso a serviços de saúde. Durante a pandemia de covid-19, Cuba enviou centenas de profissionais de saúde a dezenas de países que enfrentavam o colapso de seus sistemas sanitários», enfatiza a declaração, citada pelo portal iclnoticias.com.br.
Apelo ao povo e ao governo brasileiro
«Convocamos o povo brasileiro e, de forma especial, o governo do Brasil a se somarem a um esforço coletivo de apoio urgente a Cuba», diz o texto.
«É imprescindível que a sociedade brasileira e a comunidade internacional denuncie[m] os verdadeiros objetivos imperialistas dos Estados Unidos e construa[m] uma ampla rede de apoio e solidariedade ao povo cubano», frisa.
Também considera «urgente a realização de uma campanha internacional para o envio de combustível – ou de outras fontes energéticas –, além de alimentos e medicamentos».
No entender das organizações promotoras, «trata-se de uma decisão humanitária, política e histórica, capaz de evitar uma das maiores catástrofes humanas já impostas a um povo na história da América Latina e de reafirmar o compromisso do Brasil com a soberania, a paz e a solidariedade entre as nações e os povos».
Articulação de «extrema urgência»
Em declarações ao Brasil de Fato, Judite Santos, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Cuba, disse que esta articulação é de «extrema urgência», porque, se os brasileiros sempre foram solidários com a ilha, hoje a situação é «muito grave» no país.
«Cuba está vivendo um momento muito difícil de tensões e preocupações devido ao recrudescimento do bloqueio que coloca em risco o país. Vimos pela declaração do presidente cubano [Miguel Díaz-Canel], na semana passada, e também estamos acompanhando as medidas drásticas que estão sendo tomadas devido à escassez, tanto de combustíveis como também de alimentos e medicamentos», destacou.
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