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Activista norte-americano condena política hostil de Trump contra Cuba

A iniciativa «Nuestra América Convoy» para Cuba convergiu esta sexta-feira em Havana, onde David Adler condenou a política de máxima pressão que o governo dos EUA exerce contra a Ilha.

David Adler (à esquerda) com outros elementos da iniciativa solidária com Cuba e Miguel Díaz-Canel em Havana Créditos / presidencia.gob.cu

Ao intervir na cerimónia de boas-vindas aos participantes na iniciativa solidária, de que é organizador, Adler disse que esta caravana naval e aérea com materiais e medicamentos para o sistema de saúde cubano, comida e equipamento para a geração de energia renovável é a expressão da simpatia que a resistência às agressões da Casa Branca desperta.

Adler, que é também coordenador da Internacional Progressista, considerou um dever ajudar Cuba na medida do possível a enfrentar as consequências da intensificação do cerco petrolífero e do bloqueio em geral, que impede que o combustível chegue aos hospitais, à indústria, aos transportes, com grande impacto na vida quotidiana das pessoas.

O activista norte-americano denunciou ainda que a actual administração liderada por Donald Trump pretende implementar a doutrina Monroe, de domínio na América Latina, e impor ao mundo a sua vontade por via das ameaças e do recurso à força, de que são exemplos, entre outros, a sua aliança com o sionismo no Médio Oriente e a agressão à Venezuela.

Neste contexto, Adler afirmou que a iniciativa solidária que promove e que juntou em Havana 650 representantes de 300 organizações, movimentos sociais, parlamentos, partidos políticos e activistas em representação de milhões de pessoas em todo o mundo, irá continuar a dar visibilidade à causa do povo cubano e a sensibilizar a opinião pública internacional para a injustiça que o seu país comete. «Lutar por Cuba hoje é lutar pela humanidade», disse.

Agradecimento de um povo que «não se vai render»

A cerimónia de boas-vindas, que decorreu nas instalações do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), contou com a intervenção do presidente deste organismo, Fernando González, que expressou a gratidão da Ilha pelo gesto num momento em que a Casa Branca leva a cabo a sua política de asfixia económica e máxima pressão, e promove uma «feroz» campanha mediática para estrangular a economia e punir ainda mais o povo cubano.

Na presença do chefe de Estado, Miguel Díaz-Canel, que presidiu à cerimónia, González destacou a resposta solidária imediata e abrangente, a nível mundial, face à agressão que o seu país está a sofrer, refere a Prensa Latina.

Na mesma ocasião, interveio o norte-americano Manolo de los Santos, co-director executivo da organização The People’s Forum, para sublinhar que, sob a actual administração, os Estados Unidos constituem «uma ameaça inusual e extraordinária ao mundo».

Por isso, defendeu, os povos necessitam do exemplo de resistência e solidariedade que Cuba deu ao longo de décadas de assédio e agressões. «Aqui conhecemos e ouvimos um povo que não se vai render, que é capaz de dar a vida pela humanidade e pelos seus ideais», acrescentou.

A condenação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos à Ilha e da pretensão de Washington de silenciar o exemplo de Cuba foi também patenteada por Emma Fourreau, deputada de A França Insubmissa ao Parlamento Europeu, e por Bianca Borges, dirigente estudantil brasileira.

Esta última afirmou que, quando os imperialistas intensificam o bloqueio, nós intensificamos a esperança, frisando que defender Cuba é defender uma causa maior que nós mesmos: a luta contra o imperialismo e por uma América Latina que não quer ser colónia de ninguém.

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