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Solidariedade com Cuba expressa na Colômbia e na Venezuela

A exigência do fim do bloqueio e a denúncia da ofensiva imperialista norte-americana contra a Ilha ficaram patentes este domingo nas expressões de solidariedade nos dois países sul-americanos.

Solidariedade com Cuba na Praça de Bolívar, em Bogotá Créditos / PL

Nas ruas de Bogotá, membros do Movimento Colombiano de Solidariedade com Cuba mobilizaram-se para exigir o fim do bloqueio económico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos à Ilha há mais de seis décadas.

Segundo refere a Prensa Latina, os participantes na iniciativa distribuíram panfletos aos transeuntes e aproveitaram para denunciar o recrudescimento do cerco, que classificaram como «genocida».

Exigiram, além disso, que Cuba seja retirada da lista de países que alegadamente patrocinam o terrorismo, a saída imediata das forças norte-americanas da base ilegal de Guantánamo, o fim do bloqueio energético, bem como o respeito pela soberania e a autodeterminação da maior das ilhas Antilhas.

Em simultâneo, refere a fonte, promoveram a campanha de recolha de comida, medicamentos, materiais médicos e artigos eléctricos para enviar para o país caribenho.

No decorrer da iniciativa, Chela Castro, activista do movimento, disse que é preciso retribuir a ajuda prestada por Cuba, tendo lembrado a atribuição de mil bolsas de estudo a jovens de baixos recursos no seu país, para poderem ser médicos.

Recordou ainda o papel desempenhado por Cuba como anfitrião e garante nos processos levados a cabo entre o governo colombiano e grupos armados com vista a alcançar a paz.

Depois de desfilarem pelo centro da capital exibindo faixas, cartazes e bandeiras de Cuba e da Colômbia, os participantes concentraram-se na Praça de Bolívar, onde reafirmaram o seu apoio ao governo e ao povo cubanos.

Movimento solidário Venezuela-Cuba denuncia ofensiva imperialista

O Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba ergueu a sua voz, este domingo, para denunciar ao mundo a nova ofensiva imperialista que procura minar a paz e a soberania do país caribenho.

Em comunicado, a organização solidária condenou «as recentes tentativas de introduzir grupos armados e agentes desestabilizadores em território cubano».

O texto, a que a TeleSur se refere, sublinha que estas acções, financiadas pela extrema-direita radicada nos Estados Unidos, constituem uma violação flagrante do direito internacional e evidenciam o desespero daqueles que «não conseguiram quebrar a vontade do heróico povo cubano através da fome ou da escassez».

O movimento solidário afirmou que Cuba não é um activo imobiliário, nem uma colónia à espera de um dono estrangeiro; «é uma nação soberana que conquistou a sua independência com sangue e sacrifício».

A «amizade» que o império oferece é sempre condicionada pela submissão, destaca o texto, acrescentando que a única amizade que Cuba reconhece é a dos povos que a respeitam e a valorizam como igual.

Para o organismo solidário, a verdadeira «ajuda» de que Cuba necessita é o fim incondicional do bloqueio imposto por Washington, que asfixia a Ilha e é o principal obstáculo ao seu desenvolvimento.

Neste contexto, o documento advertiu os centros de poder em Washington que «Cuba não está sozinha» e que os povos do mundo estão atentos a qualquer tentativa de aventura militar ou desestabilização política disfarçada de «ajuda».

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