|Dia Internacional da Mulher

8 de Março. Mulheres vão estar na rua a exigir direitos e igualdade

No âmbito do 8 de Março, dia internacional de celebração e luta, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) promove manifestação nacional de Norte a Sul, sob o lema «Vida com dignidade. Direitos com igualdade».

A Manifestação Nacional de Mulheres, convocada pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM) para celebrar o Dia Internacional da Mulher, reuniu em Lisboa milhares de participantes, vindas de norte a sul do País, a 8 de Março de 2020.
CréditosPaulo António / AbrilAbril

São muitas as razões que, parafraseando Zeca Afonso, obrigam as mulheres a virem para a rua gritar. Este ano somam-se as consequências das sucessivas tempestades que assolaram o País, com o MDM a lembrar num comunicado que, quando o Estado falha, «são as mulheres que ficam na linha da frente a segurar famílias, cuidar de crianças e idosos, garantir o essencial ao funcionamento das comunidades». Neste sentido, no próximo dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, vai recordar nas ruas que é dever do Governo garantir apoios, reconstrução, protecção do emprego e condições de vida dignas. 

A defesa de melhores pensões e  salários, num país onde quase 60% das mulheres ganhavam em Novembro menos de mil euros, mas também de trabalho com direitos, a par da exigência de melhores serviços públicos e do combate a todas as formas de violência são também reivindicações que o MDM transporta para o Dia Internacional da Mulher.

«Num contexto de agravamento das desigualdades, da precariedade laboral, do custo de vida, da degradação dos serviços públicos e de múltiplas formas de violência e discriminação, as mulheres recusam continuar a "aguentar" e rejeitam retrocessos nos direitos conquistados», afirma o movimento.

Considera o MDM que as diferentes violências de que as mulheres são vítimas, da doméstica ao namoro, do trabalho à exploração na prostituição, da objectificação do corpo à banalização da agressão na rua e no espaço digital, «exigem respostas públicas firmes, políticas de prevenção eficazes e um compromisso real do Governo com a protecção das mulheres».

Neste sentido, convoca mulheres de todas as idades, profissões e realidades para afirmar que «não aceitam ficar para trás, que não aceitam que os seus direitos sejam adiados, relativizados ou rasgados».

Além de Lisboa (14h30, Praça dos Restauradores), Porto (14h30, Praça da Batalha) e Coimbra (14h30, Ponte de Santa Clara), a manifestação nacional de mulheres sai à rua em cidades de Norte a Sul, como Aveiro (14h30, Avenida Dr. Lourenço Peixinho), Beja (14h, Largo de Santo Amaro), Bragança (15h, Praça da Sé), Faro (15h, Rotunda do Km 738), Portalegre (10h30, Praça da República), Torres Novas (14h30, Jardim Parque da Liberdade), Viana do Castelo (14h, Porta Mexia Galvão), Vila Real (15h, Praça Luís de Camões) e Viseu (14h30, Largo de Santa Catarina).

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui