Era uma reivindicação antiga do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) e de muitos de trabalhadores do Mercadona: os salários não deviam ser artificialmente aumentados através de um «"complemento" arbitrário» que se ia reduzindo à medida o Salário Mínimo Nacional (SMN) aumentava – o salário base não precisa destas cláusulas postiças. Nos recibos de vencimento de Janeiro esta exigência foi finalmente «conquistada».
O objectivo da multinacional espanhola era o de «manter os trabalhadores com o mesmo salário, ano após ano», critica o CESP, em comunicado enviado ao AbrilAbril. Muito embora esta alteração seja relevante, considera o sindicato, a verdade é que o Mercadona «continua a marcar faltas injustificadas ilegalmente, mesmo a trabalhadores em baixa médica, e a penalizar as mães trabalhadoras por acompanharem os seus filhos».
Numa nota divulgada pelo CESP, em 2025, e que o AbrilAbril reportou, dos exemplos apontados pelo sindicato prende-se com a insistência, por parte do Mercadona, «em marcar faltas injustificadas no primeiro dia das baixas médicas», alegando que os trabalhadores, doentes, «não avisaram em tempo útil que iriam faltar». Ou seja, os trabalhadores recebem faltas injustificadas por não planearem adequadamente o momento em que vão ficar com problemas que requeiram cuidados de saúde.
«Da mesma forma que conseguimos conquistar a soma do complemento ao salário, vamos conseguir obrigar o Mercadona a cumprir a lei na marcação das faltas», afirmam.
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