«Impedir a entrada da delegação constitui um ataque flagrante ao trabalho sindical e humanitário, bem como uma tentativa falhada de silenciar a voz internacional em solidariedade com os direitos palestinianos», afirmou Saed Erziqat, líder do Sindicato Geral dos Professores Palestinianos (GUPT), nas suas redes sociais. Atacar delegações educacionais «reflecte o medo» das forças de ocupação israelitas.
Na sexta-feira, 23 de Janeiro, uma delegação da Internacional da Educação (IE; um federação sindical internacional que representa mais de 33 milhões de professores), composta por 15 elementos, foi barrada pelas autoridades israelitas. Vários dos seus membros foram submetidos a sucessivos interrogatórios, tendo os seus passaportes sido confiscados por largas horas.
A portuguesa Manuela Mendonça, professora do ensino secundário e dirigente nacional da Fenprof/CGTP-IN (Sindicato dos Professores do Norte), integrava esta delegação. Estavam programadas «reuniões com o ministro e o vice-ministro da Educação» da Palestina, «visitas a escolas» em Ramallah e Jericó e uma «cerimónia de graduação de docentes, na sua maioria jovens professoras, que participaram num curso de formação na área do apoio psicológico a professores e estudantes palestinos», explica a Fenprof, em comunicado.
Este bloqueio «não constitui um incidente isolado, mas integra um contexto mais amplo de ataques sistemáticos à educação palestina», afirma a Federação Nacional dos Professores. Em declarações ao site da Fenprof, Manuela Mendonça (que também pertence à direcção da IE) reafirmou a «solidariedade da federação com o GUPT e com todos os professores e alunos palestinos». As tentativas de «intimidação ou isolamento dos educadores», por parte das forças de ocupação israelitas, «apenas fortalecerão a nossa determinação e solidariedade colectivas na defesa do direito universal à educação, dos direitos sindicais e do direito do povo palestino a viver em liberdade e em paz».
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