Condenando a recente agressão militar promovida pelos Estados Unidos da América contra a Venezuela, assim como, o sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a deputada Cília Flores, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) afirmam que o momento exige um claro e inequívoco apelo à paz.
As organizações classificam os recentes acontecimentos como «uma clara violação dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional» e, na linha das acções realizadas no passado dia 5 de Janeiro, em Lisboa, Porto e Braga, onde milhares denunciaram a agressão, as ameaças e as pressões dos EUA à Venezuela e a outros países da América Latina e Caraíbas, estão a agenda uma sessão pública, esta terça-feira, às 18 horas, na Casa do Alentejo.
Esta acção surge, assim, como forma de dar continuidade a uma forte onda de protesto e solidariedade que se tem vindo a desenvolver. Por este motivo, o evento contará com um painel de oradores de alto nível, que incluirá a embaixadora Mary Flores, da República Bolivariana da Venezuela; o embaixador José Ramón Saborido Loidi, da República de Cuba; representantes do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ); representantes do Núcleo do PT em Lisboa; além dos próprios promotores, AAPC e CPPC.
O objectivo da sessão, segundo as entidades organizadoras, é expressar apoio «à luta destes povos pelo seu direito a viver em paz e a decidir soberanamente o seu caminho sem ingerências externas».
Além desta sessão pública, também em Évora irá realizar-se uma acção de protesto pelo fim à agressão militar dos EUA contra a Venezuela. Esta acção está agendada para o dia 23 de Janeiro, às 18 horas, na Praça Luís de Camões.
Estas acções de solidariedade contrariam frontalmente a posição do Governo português que tem seguido um sentido de cumplicidade pelos crimes cometidos pelos EUA. Ainda na passada semana, ao arrepio da Constituição da República Portuguesa, Luís Montenegro defendeu que os EUA têm papel na suposta transição pacífica e democrática da Venezuela. Isto foi dito depois de Donald Trump admitir que só quer saber do petróleo venezuelano.
Ainda hoje foi noticiado pelo jornal ECO que, em Portugal, quase uma dezena de investidores internacionais moveu acções de arresto para executar as contas que a Venezuela detém no Novobanco, num total de mil milhões de euros. Segundo o jornal, entre os que pediram arrestos estão a americana ConocoPhillips, empresa a quem Donald Trump quer entregar o sector petrolífero venezuelano que pretende roubar do povo venzuelano.
Por todos estes motivos, não faltam razões para participar nas acções promovidas pelo CPPC e a AAPC.
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