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Convocados protestos contra «agressão militar dos EUA» na Venezuela

As acções de protesto, convocadas pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), vão realizar-se no dia 5 de Janeiro, às 18h, em frente à Estátua de Simón Bolivar, na Av. da Liberdade, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto.

Créditos / CPPC

Os ataques militares dos EUA a Caracas e a vários outros Estados da Venezuela são a sequência natural de «meses de ameaças, roubo de petróleo, ataques a embarcações e assassinato das suas tripulações, que por sua vez se sucederam a anos de bloqueio económico, roubo de activos e promoção da ingerência e da violência no plano interno», considera o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), em comunicado divulgado este Sábado.

A organização considera que esta intervenção dos Estados Unidos da América visa apoderarem-se, de novo, «dos imensos recursos naturais da Venezuela», país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo. «É isto, e não quaisquer falsas e hipócritas preocupações com a "democracia" ou o "narcotráfico", que move os EUA no que concerne à Venezuela» e aos restantes países da América Latina e Caraíbas.

Esta agressão militar «é totalmente ilegal à luz do direito internacional e deve ser condenada inequivocamente. Não cabe aos EUA determinar as opções políticas e económicas de nenhum Estado», afirma o CPPC. Por enquanto, o Conselho Português para a Paz e Cooperação convocou já uma acção de protesto contra a «agressão militar dos EUA contra a Venezuela» a realizar no dia 5 de Janeiro, às 18h, em frente à Estátua de Simón Bolivar, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

O CPPC reclama do Governo português uma «clara condenação da agressão militar dos EUA», cumprindo os princípios vertidos ma Constituição da República Portuguesa, que preconiza «o respeito pela soberania e os direitos dos povos e a eliminação de todas as formas de dominação nas relações entre Estados». Apelando à participação no protesto de dia 5, o CPPC expressa a sua solidariedade com o povo venezuelano e com a numerosa comunidade portuguesa que ali vive e trabalha, reafirmando «a defesa da paz, da soberania e dos direitos do povo venezuelano e dos outros povos da América Latina e Caraíbas».

Foi também convocada uma manifestação para Braga, no dia 5 de Janeiro, às 18h, na Rua do Castelo

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