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Pela paz, mais de 30 organizações subscreveram uma carta dirigida a Trump

A carta será entregue esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, na embaixada dos EUA, em Lisboa. As organizações promotoras e subscritoras da carta marcarão presença neste acto simbólico para reforçar a mensagem central do documento: «Fim à agressão dos EUA à Venezuela».

CréditosNICOLE COMBEAU / EPA

Sob o lema «Pela Paz! Fim à agressão dos EUA à Venezuela», cerca de três dezenas de organizações vão entregar, amanhã, dia 26 de Fevereiro uma carta endereçada a Donald Trump. A iniciativa surge contra aquilo que os subscritores da carta classificam como «ingerência e agressão» por parte de Washington não só à Venezuela, mas também a outras nações da América Latina e Caraíbas, como Cuba, Colômbia, México, Nicarágua e Brasil.

De acordo com o CPPC, uma das organizações promotoras, a carta exige a «libertação imediata» do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da deputada Cilia Flores, actualmente detidos nos EUA depois de terem sido raptados no passado dia 3 de Janeiro. A carta insta ainda a administração Trump a cessar o que consideram ser «ameaças, pressões e bloqueios» que violam os princípios do direito internacional e a autodeterminação dos povos.

«Estamos aqui para dar voz à solidariedade internacionalista e para denunciar o sofrimento infligido ao povo venezuelano por estas medidas coercivas», afirma o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC). «Exigimos o fim das ameaças e o respeito pela soberania da República Bolivariana da Venezuela e de todos os países que resistem ao imperialismo», entendem as organizações.

Este elemento, de resto, é transmitido na carta dirigida a Donald Trump que reitera que os EUA, «independentemente de alterações na sua administração, seguem uma política de ingerência e agressão – incluindo com a imposição de um bloqueio económico e do roubo de activos – contra a Venezuela bolivariana pelo que esta traduz de defesa de soberania e de direitos para o povo venezuelano, mas também para os povos de todo o mundo». 

Já sobre a situação na Venezuela, os subscritores não têm dúvidas da manobra norte-americana e vincam que o objectivo da Administração TRump passa por instalar «um governo que funcionaria como sua marionete», de forma a pode apoderar-se dos seus recursos naturais, nomeadamente o petróleo do mundo, já que a Venezuela tem as maiores reservas do mundos, além da vasta riqueza em gás natural. «É isto, e não quaisquer falsas e hipócritas alegações à “democracia” ou ao “narcotráfico”, que move os EUA no que
concerne à Venezuela e aos outros países da América Latina», acusam. 

Além da libertação de Nicolás Maduro de de Cilia Flores, a carta finda com a exigência pelo cumprimento dos princípios do direito internacional e solidariedade com a luta dos trabalhadores e do povo venezuelano e de outros povos pela sua soberania e direitos, nomeadamente pelo direito a viver em Paz.
 

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