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Cervejaria Galiza: sindicato reclama «posição mais activa» do Governo

Por proposta da CDU, o Município do Porto aprovou uma moção de solidariedade com os trabalhadores da Cervejaria Galiza, que têm contado com o apoio dos clientes. CGTP-IN e sindicato do sector reclamam maior intervenção do Governo.

Trabalhadores da Cervejaria Galiza fazem greve em defesa dos seus direitos e dos postos de trabalho
Créditos / Sindicato de Hotelaria do Norte

Desde que a gerência nomeou três trabalhadores para ajudarem na gestão, já foram pagos o subsídio de Natal de 2018 e o salário de Outubro, que estava em dívida, ao mesmo tempo que se cumpriu com o pagamento dos produtos adquiridos para o bom funcionamento do restaurante e, até, despesas anteriores, como foi o caso de 3750 euros de electricidade, revela o Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN).

Em comunicado, a estrutura sindical afirma que, para este bom resultado, «muito tem contribuído a solidariedade dos clientes», a que se junta a da Câmara Municipal do Porto, onde ontem foi aprovada, por iniciativa da CDU, uma moção de solidariedade com os trabalhadores da Galiza.

Já a gerência adiou a reunião que estava agendada para ontem no Ministério do Trabalho, alegando que ainda decorrem negociações com potenciais investidores.

O Sindicato de Hotelaria do Horte denunciou que a gerência «está a dificultar uma solução que garanta os postos de trabalho e o futuro da Cervejaria Galiza», tendo acrescentado que a data da próxima reunião ainda não está acertada.

Tanto o sindicato do sector como a CGTP-IN reclamaram uma maior intervenção do Governo, uma vez que o Estado é o principal credor (aproximadamente 1,5 milhões de euros), o que lhe confere «a obrigação de ter uma posição mais activa no processo e não um mero acompanhamento».

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