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Sistema Volta exclui pessoas com mobilidade reduzida

A denúncia é da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), que, embora esteja de acordo com o sistema de depósito e reembolso, tece «críticas profundas e objectivas» à sua «implementação estrutural e operacional».

Créditos António Cotrim / Agência Lusa

As principais críticas da APD ao sistema incluem a exigência de «embalagens intactas – não amassadas  –, limpas com o rótulo legível com tampa», exigência que «combina com exclusão de pessoas com deficiência», para além de «falhas na comunicação institucional». Por outro lado, considera que «o depósito poderá ser encarado como um "imposto oculto" e não como uma caução reembolsável, além de haver confusão sobre quais as embalagens elegíveis e onde recuperar o dinheiro».

A APD, que reivindica a «eliminação de barreiras e diferentes dimensões sociais e estruturais», fala de um modelo centralizado de gestão «numa associação privada sem fins lucrativos – SDR Portugal – privatizando a reciclagem e o destino de milhões de euros em depósitos não reclamados». Chama também a atenção para a «retenção de 0,10 euros por garrafa e lata», estimando que «as famílias possam perder um valor significativo por ano se não devolverem as embalagens, constituindo um encargo financeiro significativo para agregados de menores rendimentos».

Por fim, a APD sublinha que o sistema se opõe «à simplicidade do ecoponto tradicional, exigindo máquinas que dependem da eletricidade, internet e transporte para vaziamento», levantando dúvidas «sobre a pegada ecológica real do processo».

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