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|Itália

Ampla expressão de apoio a Cuba no centro de Roma

Organizações juvenis e de esquerda italianas levaram a cabo uma mobilização de apoio ao governo e ao povo de Cuba, face às pressões económicas e ameaças de agressão por parte dos Estados Unidos.

Cuba bloqueio Itália solidariedade
Na mobilização, foi denunciada a abstenção de Itália na Assembleia Geral da ONU Créditos / farodiroma.it

Centenas de manifestantes – jovens, estudantes, trabalhadores, representantes de organizações populares e de esquerda – juntaram a bandeira de Cuba à dos seus partidos, sindicatos, associações e movimentos, ao protagonizarem, esta sexta-feira, ao início da noite, uma iniciativa de apoio à Ilha, em Roma, frente à sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A presença de jovens e estudantes foi um elemento de destaque na acção solidária, alguns dos quais membros de organizações como a Cambiare Rotta e Oposição Estudantil de Alternativa (OSA), ao lado de militantes da Rede dos Comunistas, Poder para o Povo, Refundação Comunista e Partido Comunista Italiano.

Na mobilização, que decorreu sob o lema «Mantenhamos as luzes acesas por Cuba», destacou-se igualmente a presença de membros da Unione Sindacale di Base (USB), de cubanos residentes no país transalpino, da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic), da iniciativa Let Cuba Breathe ou da Agência para o Intercâmbio Cultural e Económico com Cuba (Aicec).

Segundo refere a Prensa Latina, a abstenção de Itália na votação da Assembleia Geral da ONU sobre a realização do debate, no passado dia 7 de Julho, relativo ao bloqueio imposto pelos EUA à Ilha foi alvo de fortes críticas da parte dos manifestantes.

Nesse debate, cuja realização os EUA tentaram impedir, foi abordado o bloqueio económico, comercial e financeiro que Washington aplica à maior ilha das Antilhas há quase sete décadas, e que a actual administração na Casa Branca levou para patamares sem precedentes.

Itália foi um dos 30 países que se abstiveram na Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto outros nove se opuseram e 136 disseram que «sim» à possibilidade de Cuba expor a «crueldade» das medidas a que é submetida.

«Solidariedade que rompe o silêncio»

Num editorial publicado este sábado na edição digital do Il Faro di Roma, Luciano Vasapollo afirma que, «enquanto parte da Europa continua a alinhar-se com as estratégias geopolíticas de Washington, existe outra Itália que não aceita o silêncio, a indiferença e a subordinação».

«É a Itália dos jovens, dos estudantes, dos trabalhadores e das organizações populares e democráticas que continuam a mobilizar-se ao lado de Cuba, reconhecendo na sua resistência uma das mais elevadas expressões da dignidade dos povos», lê-se no texto assinado pelo economista e activista político solidário com a Ilha.

Para Vasapollo, o facto de as praças italianas se encherem de bandeiras cubanas «constitui um sinal de esperança», pois evidencia que «o internacionalismo não é uma coisa do passado, mas que continua a viver na consciência daqueles que repudiam qualquer forma de colonialismo, antigo ou novo, militar ou económico».

«A solidariedade com Cuba não é apenas um gesto de solidariedade para com um povo sitiado. É um acto de resistência contra uma ordem mundial baseada na opressão e na força. É a reafirmação do direito dos povos a decidirem livremente o seu próprio destino», frisa o texto.

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