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Primeira Volta a Portugal Feminina, por um desporto mais inclusivo

94 anos após a 1.ª edição masculina, que já cruzou as muitas estradas de Portugal por 82 ocasiões, é a vez de as mulheres ciclistas finalmente terem a sua própria competição.

Créditos / bttlobo

A edição inaugural, informa o comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), vai aproximar este primeiro momento da Volta a Portugal Feminina «à primeira edição da Volta masculina», recordando, ao mesmo tempo, «figuras emblemáticas do ciclismo feminino nacional, como Oceana Zarco».

A primeira etapa, a realizar-se no próximo dia 2 de Setembro, percorrerá 81,5 quilómetros, entre Cacilhas (Almada) e Setúbal. «Será antecedida pela apresentação das equipas, no Marquês de Pombal (Lisboa), de onde as participantes partirão, em desfile, até ao Cais do Sodré. Daí tomarão um barco para Cacilhas. É uma recriação do início da primeira Volta a Portugal masculina, em 1927».

A Volta a Portugal Feminina vai terminar, ao fim de quatro etapas, «da mesma forma que encerrou a primeira Volta a Portugal masculina, com uma ligação entre Caldas da Rainha e Lisboa». Será o mais longo trajecto da prova, com 94,7 quilómetros.

A expectativa de Delmiro Pereira, presidente da FPC, é a de que a Volta a Portugal Feminina seja «uma motivação para as mais jovens ciclistas prosseguirem as suas pedaladas de desenvolvimento desportivo, tendo como horizonte uma carreira entre a elite». A prova será «também uma forma de atrair novas praticantes de competição, dado o enorme poder de atracção e simpatia popular gerado pela marca Volta a Portugal».

A prova tem o apoio dos vários municípios pelos quais vão ciclar as atletas das equipas portuguesas, espanholas e britânicas, como é o caso das câmaras municipais de Lisboa, Loures ou Setúbal

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