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Polícias e militares em protesto

A propósito do apelo anónimo para que hoje os militares mostrem o seu descontentamento, «faltando ao almoço», as associações de militares não assumem a origem da iniciativa mas compreendem os motivos do protesto. 

CréditosJoão Relvas / Agência Lusa

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) reitera num comunicado que «este tipo de iniciativas anónimas» não se enquadra na sua «forma de estar e de agir», embora reconheça que elas «resultam exclusivamente do posicionamento e políticas profundamente erradas deste Governo, bem como dos que o antecederam».

Em causa está «o incumprimento reiterado das leis vigentes, de recusa reiterada ao diálogo e à negociação com as associações socioprofissionais de militares, de inacção ou acção perniciosa relativamente à resolução dos múltiplos e crescentemente graves problemas com que se debate a instituição militar», assumindo que as compreende e as «considera mesmo inevitáveis» face à situação «insustentável em que se encontram as Forças Armadas portuguesas».

Por seu lado, a Associação Nacional de Sargentos entende «o apelo feito» e exorta «os sargentos de Portugal e demais militares» a tomarem posição e a responderem afirmativamente ao apelo para participar nesta iniciativa de âmbito nacional.

No que respeita à Associação de Praças, esta entende igualmente que o apelo feito por um grupo de militares, na véspera de o Ministro da Defesa se deslocar à Assembleia da República para a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para a área da Defesa Nacional, «deverá contar com a participação dos praças das Forças Armadas, dizendo um claro sim àquilo que se propõe no documento emanado pelo grupo de militares».

Também hoje, dia 21, diversas organizações sindicais da PSP e da GNR promovem uma concentração nacional nas cidades de Braga (18h – Estádio Municipal), Lisboa (16h – Ministério das Finanças) e Faro (16h – jardim Manuel Bívar).

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