|Governo PSD/CDS-PP

Governo refugia-se na comunidade portuguesa para não condenar a acção de Trump

O ministro dos Negócios Estrangeiros, com o pretexto da defesa da comunidade portuguesa na Venezuela, não teve uma palavra de condenação da acção de Trump, tal como o Presidente da República.

Esta violação grosseira do direito internacional também não mereceu uma condenação, clara e inequívoca, por parte dos candidatos presidenciais do bloco central e da direita. Provavelmente, tanto o Governo como alguns destes candidatos, revêem-se na posição de André Ventura, embora com vergonha de a assumir. Nem uma palavra sobre o facto de o Presidente de um país ser raptado e sujeito à justiça de um outro país.

Paulo Rangel e o Governo PSD/CDS-PP deram a mão à administração norte-americana com o alegado pretexto da defesa dos “direitos humanos” e da democracia venezuelana, embora o Presidente Trump tenha afirmado na conferência de imprensa, de forma cristalina, que a única preocupação dos EUA era o petróleo da Venezuela. Nem uma palavra sobre democracia ou sobre os direitos do povo venezuelano.

Esta agressão dos EUA, cujo objectivo passa por dominar a Venezuela e saquear os seus recursos, em particular o petróleo, representa uma ameaça à soberania e aos direitos dos outros povos, nomeadamente da América Latina e Caraíbas. Daí que, ao não condenar de forma clara a agressão militar dos EUA, que atenta contra a soberania da Venezuela e os direitos do povo venezuelano, incluindo da comunidade portuguesa que lá vive, esta posição do Governo envergonhe os portugueses.

Por fim, recordar que Trump e Marco Rubio afirmaram na conferência de imprensa que tinham oferecido ao Presidente Nicolas Maduro a possibilidade de ele renunciar e de se refugiar noutro país. Nesse sentido, uma palavra para sublinhar a dignidade e coragem de Maduro que não aceitou a “oferta” dos EUA, não renunciou nem traiu o seu povo, sujeitando-se à humilhação de que está a ser alvo.

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