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|Palestina

Israel violou mais de 3000 vezes o cessar-fogo na Faixa de Gaza

As forças israelitas violaram o cessar-fogo 3005 vezes e mataram 910 palestinianos desde que o acordo entrou em vigor, a 10 de Outubro do ano passado, revelou uma fonte oficial no enclave.

Num comunicado emitido esta terça-feira, o gabinete de imprensa do governo no território precisou que as forças de ocupação quebraram repetidamente os termos do acordo de cessar-fogo nos últimos 227 dias, levando a cabo acções em que se incluem bombardeamentos, ataques directos a civis e destruição total de blocos residenciais.

A mesma fonte, citada pela Al Mayadeen, destacou que no contexto das repetidas violações da trégua foram mortas 910 pessoas, 2747 ficaram feridas e 82 foram detidas.
Neste sentido, o texto sublinha que os ataques sucessivos reflectem uma escalada sistemática, apesar da existência de um acordo formal.
Também acusou a ocupação de não cumprir o acordo da trégua ao restringir severamente a entrada de ajuda humanitária no enclave costeiro.

A esse propósito, referiu que, dos 135 600 camiões previstos no âmbito do acordo, apenas entraram na Faixa de Gaza 49 973 (uma taxa de cumprimento de 36%).
Além disso, apenas puderam sair do território 5636 pessoas, na sua maioria pacientes e familiares, quando tinha sido aprovada a saída de 17 mil (uma taxa de cumprimento de 34%).

A declaração do gabinete surge num momento em que tantos as autoridades na Faixa de Gaza como a ONU denunciam um número crescente de ataques israelitas contra o enclave, bem como o cerco a que são submetidos os seus habitantes, agravando a situação de carência e crise ali existente.

Alerta para novo roubo de terras na Margem Ocidental ocupada

O presidente do Conselho Nacional Palestiniano, Rouhi Fattouh, condenou a decisão israelita de confiscar terras nas localidades palestinianas de Nabi Samuel e Beit Iksa, afirmando que se trata de um «novo crime colonial».
«O objectivo da medida é consolidar a judaização da zona e impor uma política de limpeza étnica e de deslocação forçada ao povo palestiniano», denunciou em comunicado, sublinhando que o projecto se integra num «plano sistemático para despojar a terra dos seus habitantes originais e apagar a sua identidade histórica, nacional e religiosa».

Fattouh criticou também os pretextos que a ocupação utiliza para se apropriar destas terras, salientando que as declarações sobre «interesse público» e «desenvolvimento de sítios arqueológicos» não são mais do que uma manobra política e jurídica.

O Ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros pronunciou-se no mesmo sentido, afirmando esta terça-feira que a decisão das autoridades da ocupação se enquadra nas «políticas coloniais sistemáticas que visam a geografia e demografia palestinianas».

Num comunicado citado pela Wafa, o ministério acusou Israel de pretender «judaizar Jerusalém ocupada, isolá-la do seu ambiente natural, alterar o seu carácter e obliterar a sua identidade palestiniana antiga».

Esta decisão «não é uma medida administrativa ou um projecto de desenvolvimento, mas sim uma apropriação forçada de terras e uma ocupação ilegal que viola a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e as resoluções da ONU», denunciou a tutela.
 

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