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Participação na troika vai render 40 mil milhões de euros ao FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai recuperar a sua parte do empréstimo da troika em menos de cinco anos e com um lucro acima dos 11 mil milhões de euros, só em juros.

Os técnicos do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu passaram a frequentar as instalações do Ministério das Finanças a partir de Abril de 2011
Os técnicos do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu passaram a frequentar as instalações do Ministério das Finanças a partir de Abril de 2011Créditos

O Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona euro, aprovou esta madrugada o reembolso da parcela de cerca de 4,6 mil milhões de euros da parte do empréstimo da troika que Portugal deve ao FMI. Mas, entretanto, o Fundo já encaixou 11,4 mil milhões de euros em juros, de acordo com o Dinheiro Vivo.

Este valor acresce ao reembolso do empréstimo que, por via da desvalorização do euro, «cresceu» de 26, 3 mil milhões para 28,5 mil milhões de euros desde 2011 até agora. Ao todo, o FMI vai receber quase 40 mil milhões de euros.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na Assembleia da República, no debate final do Orçamento do Estado para 2019, o pagamento antecipado da última tranche de 4,6 mil milhões de euros ao FMI até ao final deste ano.

No anúncio, Costa destacou «todo o significado que comporta mais este virar de página». Apenas cinco anos e 40 mil milhões de euros depois da «saída limpa» anunciada pelo PSD e pelo CDS-PP, em meados de 2014.

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