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Orçamento não corta pensões nem salários, para «desgosto» do PSD e do CDS-PP

O PSD e o CDS-PP foram duros na crítica ao Orçamento mas sem criticarem as medidas mais emblemáticas da proposta. São os cortes que deixaram de lá estar que explicam o «desgosto», disse João Oliveira.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, intervém no debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para 2019, na Assembleia da República, em Lisboa, 29 de Outubro de 2018. A crítica mais violenta de Cristas não foi para o Orçamento, mas para a cara que o apresentou
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, intervém no debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para 2019, na Assembleia da República, em Lisboa, 29 de Outubro de 2018. A crítica mais violenta de Cristas não foi para o Orçamento, mas para a cara que o apresentouCréditosMário Cruz / Agência LUSA

«Já se percebeu que, para desgosto do PSD e do CDS, esta proposta de Orçamento do Estado não é uma proposta de cortes de direitos e rendimentos, de agravamento da exploração e do empobrecimento», afirmou o líder parlamentar do PCP no início da sua intervenção.

A afirmação seguiu-se às intervenções de Adão Silva (PSD) e Assunção Cristas (CDS-PP), que criticaram o documento sem terem falado de qualquer das propostas mais significativas, como a eliminação da colecta mínima no pagamento especial por conta, o alargamento da gratuitidade dos manuais escolares ou o terceiro aumento de pensões consecutivo.

O deputado do PSD insistiu na tese do eleitoralismo, remetendo para os orçamentos de 1999 e 2009, ainda que o seu partido não tenha sido capaz de explicar até agora onde reside, de facto, o eleitoralismo. Quanto às medidas concretas, nada disse.

A omissão também marcou o registo de Assunção Cristas, mas a líder do CDS-PP preferiu dramatizar o facto de o Orçamento do Estado para 2019 ter sido apresentado pelo ministro das Finanças e não pelo primeiro-ministro.

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