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Novo Banco: quase 2 milhões serão pagos a administradores em 2022

Após a divulgação da auditoria do Tribunal de Contas que conclui que o banco tem recorrido a recursos públicos para atenuar os seus défices, dá-se a conhecer o prémio a conceder ao Conselho de Administração.

António Ramalho, CEO do Novo Banco
António Ramalho, CEO do Novo BancoCréditosLuís Forra / Agência LUSA

No relatório e contas de 2020, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta terça-feira, o Novo Banco explica que vai atribuir um bónus referente ao ano de 2020 no valor de 1,86 milhões de euros aos membros do Conselho de Administração Executivo.

No que respeita ao exercício da instituição no ano passado, «a remuneração variável foi atribuída condicionalmente, sujeita à verificação de condições diversas», lê-se no documento.

Nesse sentido, explica-se ainda que «este prémio teve como base o desempenho individual e colectivo de cada membro, avaliado pelo comité de remunerações».

A instituição bancária, liderada por António Ramalho, fez questão de esclarecer que, até ao momento, ainda «nenhum pagamento» foi realizado. Isto porque se pretende diferir o pagamento daqueles prémios para o ano de 2022, após ser concluída a reestruturação do banco.

Esta decisão contrasta, por um lado, com o facto de o Novo Banco ter anunciado, no final de Março passado, que registou um prejuízo de 1.329,3 milhões de euros em 2020, valor que representa um agravamento face aos 1.058,8 registados em 2019.

Por outro, choca com a conclusão anunciada ontem pelo Tribunal de Contas, segundo a qual o Fundo de Resolução tem compensado, através do recurso a dinheiros públicos, as «perdas em défice de capital» que decorrem «da actividade geral do Novo Banco e não apenas perdas verificadas nos activos do acordo de capitalização contingente».

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