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As maiores dificuldades das Forças Armadas situam-se na base

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) questiona: «se os alicerces e as paredes do edifício estão em muito mau estado, porquê, então, insistir em querer mudar a estrutura do telhado?».

CréditosFonte: Marinha Portuguesa (Facebook)

A propósito das polémicas alterações, anunciadas pelo Governo na estrutura superior das Forças Armadas (FA), mas que ainda não chegaram à Assembleia da República, a ANS manifesta incompreensão face à eventuais alterações no topo da estrutura quando na base se avolumam os problemas.

Em comunicado, entre outros aspectos, a ANS critica, por um lado, «o facto, que se repete há alguns anos, de estarmos já a entrar no segundo trimestre do ano e as listas de promoção para 2021 ainda não serem conhecidas, quando deveriam ter sido homologadas até 15 de Dezembro de 2020 e publicadas até 31 de Dezembro», com claro prejuízo material e funcional para «milhares de militares, com impacto também nas suas famílias».

Por outro, a escassez de efectivos que se verifica, em particular na base da estrutura, o que tem «conduzido a situações em que se acena com a bandeira dos cursos para sargentos em Regime de Contrato, como forma de atrair os jovens e, depois, face à dita falta de recursos na base, colocam-se estes jovens a desempenhar funções inerentes a postos inferiores aos seus», contrariando a lei e defraudando as expectativas destes jovens.

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