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Resíduos perigosos podem sair de São Pedro da Cova em 2020

No dia em que as escolas e a Junta das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova realizaram um cordão humano pelo ambiente, Ministério anuncia retirada dos resíduos no início do próximo ano. 

O protesto desta manhã juntou milhares de alunos pela remoção dos resíduos provenientes da antiga Siderurgia Nacional, na Maia (Porto)
O protesto desta manhã juntou milhares de alunos pela remoção dos resíduos provenientes da antiga Siderurgia Nacional, na Maia (Porto) Créditos / Junta das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova

A retirada das 125 toneladas de resíduos industriais perigosos, que ainda se encontram depositadas em São Pedro da Cova, em Gondomar, pode avançar no início do próximo ano, estando «desbloqueada pelo tribunal», avançou hoje à Lusa fonte oficial do Ministério do Ambiente e Acção Climática. 

«O tribunal decidiu a favor da CCDR-N [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte] e contra a empresa que contestou, o que significa que a retirada pode avançar. Faltará consignar a obra», disse a mesma fonte, referindo-se a um processo que se arrasta há mais de um ano no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

Depois de vários impasses, a informação surge no dia em que milhares de alunos das escolas de São Pedro da Cova promoveram um cordão humano para exigir «um melhor ambiente», tendo como foco os resíduos depositados nesta freguesia.

A iniciativa decorreu no Agrupamento de Escolas de São Pedro da Cova, que soma as escolas básicas e a EB 2,3, bem como Escola Secundária e Escola Profissional de Gondomar.


Com agência Lusa

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