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Odivelas: entre a vontade da população e um novo lar público está o PS

Da esquerda à direita, gerou-se um enorme consenso em torno da proposta do PCP para a criação de um novo lar de idosos público no concelho de Odivelas. Só o chumbo do PS (e abstenção da IL) travou a sua criação.

CréditosStephanie Lecocq / Epa/Lusa

Dia 13 de Janeiro, sexta-feira, foi discutida na Assembleia da República a proposta do PCP para que se assegurasse a construção de uma estrutura residencial sénior, pública, no concelho de Odivelas. Tudo isto seria feito em articulação com a autarquia, encontrando a melhor solução para a instalação do lar, bem como prevendo o financiamento necessário a eventuais obras de requalificação.

A capacidade das IPSS em Odivelas não vai além das 200 vagas. Por outro lado, a rede privada, «além de insuficiente para as necessidades daquele concelho», refere o comunicado da Comissão Concelhia de Odivelas do PCP, é inacessível para a maioria da população, devido aos seus elevadíssimos custos.

Para além do PCP, também o BE, Livre, PAN, PSD e Chega (a Iniciativa Liberal absteve-se) deram o seu aval ao projecto, que procurava reverter uma decisão danosa assumida pelo PS em 2016, quando fechou o lar público que existia no concelho desde 1975.

A proposta foi discutida no mesmo dia em que os deputados da Assembleia da República tomaram conhecimento da petição pública promovida pelo Grupo de Cidadãos pelos Séniores de Odivelas (CIPSO) sobre a mesma temática, com mais de 4 mil assinaturas.

«Rejeitar a proposta significa abandonar um grande número de idosos [de Odivelas] que ficam sem resposta pública». No entanto, isso não impediu que, de entre os votos contra do Partido Socialista, se constassem os de Susana Amador (ex-Presidente da Câmara Municipal de Odivelas (CMO)) e Miguel Cabrita (actual Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas).

Os comunistam lamentam que o Governo PS se tenha demitido das suas responsabilidades, «designadamente a de garantir, a toda a população, sem discriminação, condições de vida», boicotando uma proposta que contou com o apoio da larga maioria das forças políticas no parlamento.

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