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MURPI reivindica aumento mínimo de 20 euros nas pensões

A escalada nos preços dos bens e serviços leva a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) a exigir um aumento mínimo de 20 euros para todas as pensões, retroactivo a Janeiro. 

Depois de uma década a perder poder de compra, cerca de 85% das pensões do regime geral da Segurança Social tiveram aumentos reais em 2017
CréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

A reivindicação foi actualizada numa reunião da Assembleia Geral do Murpi, na passada quinta-feira, e vai integrar as exigências do caderno reivindicativo para 2022. 

O MURPI recorda num comunicado que a actualização das pensões registada no início do ano – entre 1% e 0,24% – «teve na base uma taxa de inflação, sem habitação de 0,99% (verificada em 30 de Novembro), quando em Fevereiro deste ano a taxa de inflação sem habitação atingiu os 4,28%».

Neste sentido, os reformados e pensionistas defendem que à actualização de Janeiro deve acrescer um aumento de 4% «e de pelo menos 20 euros em todas as pensões», valor pago retroactivamente a Janeiro de 2022.

Esta proposta, bem como as que constam do caderno reivindicativo, será enviada ao Executivo e aos grupos parlamentares pelo MURPI, que simultaneamente lança uma acção de esclarecimento dos reformados, pensionistas e idosos, «apelando à sua luta para travar o aumento do custo de vida e exigir o aumento das pensões», e reclamar ao Governo que dê resposta aos seus problemas e direitos.

Estas acções inserem-se na preparação do 10.º Congresso, marcado para 14 de Junho, sob o lema «MURPI força de Abril: Agir em defesa dos direitos dos reformados, Consolidar o movimento associativo».

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