|Lisboa

Na freguesia de Santa Clara, a mobilidade não é Gira

Desde Outubro que as estações da Gira na zona da Ameixoeira e na Alta de Lisboa estão encerradas. 

Créditos / DR

A falta de informação sobre o encerramento das estações da Gira na freguesia de Santa Clara, por tempo indeterminado, levou o eleito do PCP na Câmara Municipal de Lisboa a solicitar esclarecimentos ao presidente Carlos Moedas.

Para João Ferreira, a opção de encerramento das estações por questões de vandalismo contraria o objectivo determinado pela Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), de uma visão «centrada nas pessoas». Recorde-se que, no final do ano, o Município lisboeta fez campanha nas redes sociais sobre a presença da Gira nas 24 freguesias da cidade como um dos «melhores momentos de 2025». Sucede que, desde Outubro passado que as estações de Santa Clara estão desactivadas. Alegando «todo o interesse» em reabrir estas estações, a EMEL afirma que «não é ainda possível indicar, uma data concreta para a reabertura das estações», acrescentando que é sua obrigação «assegurar a salvaguarda do interesse público, nomeadamente a segurança e sustentabilidade dos equipamentos, garantindo uma correcta utilização pela comunidade, face ao contexto actual». 

O vereador comunista considera que, numa freguesia em que parte da população «já se sente esquecida», negar o acesso a este serviço «não é salvaguardar o interesse público, mas sim penalizar toda a população». Por outro lado, refere, a existência de actos de vandalismo no uso das bicicletas Gira não são exclusivos desta freguesia, tal como não explica o mau funcionamento da rede, e são várias as queixas apontadas. Estações vazias por falta de bicicletas, estações avariadas, impedindo a retirada de bicicletas operacionais, bicicletas avariadas nas estações «durante semanas seguidas», uma aplicação que «não funciona» e «recorrentes promessas por concretizar de uma nova aplicação como solução para alguns destes problemas», são aspectos vincados no requerimento dirigido a Carlos Moedas. 

Apesar de o plano de actividades da EMEL não prever a abertura de novas estações Gira na freguesia de Santa Clara, nos próximos quatro anos, o vereador do PCP indaga o presidente da Câmara de Lisboa sobre que medidas estão a ser tomadas com vista à reabertura das estações e que conclusão resultou do processo de «reavaliação» anunciado. 

Num plano mais geral de funcionamento da rede de bicicletas Gira, são colocadas questões sobre o total de estações em funcionamento e de ocorrências de actos de vandalismo por freguesia. Os critérios utilizados para a definição das novas estações Gira e a previsão para a aquisição de novas bicicletas, mas também para a entrada em funcionamento da nova aplicação fazem parte do rol de perguntas feitas a Moedas, onde se incluem o número de equipas e de trabalhadores afectos a cada equipa que gere e operacionaliza a rede Gira. 

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui