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Junta de Freguesia afirma tratar-se de um passo importante para a população de São Pedro da Cova

Crime ambiental de São Pedro da Cova vai a julgamento

A Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova, em Gondomar, saúda a decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, de levar a julgamento os suspeitos de envolvimento no aterro de resíduos industriais perigosos nas escombreiras locais. 

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Entre 2001 e 2002, foram depositadas toneladas de resíduos perigosos nas antigas minas de São Pedro da Cova, em valas sem impermeabilização
Entre 2001 e 2002, foram depositadas toneladas de resíduos perigosos nas antigas minas de São Pedro da Cova, em valas sem impermeabilizaçãoCréditos / netResíduos

A Junta de Freguesia descreve num comunicado que, no seguimento das diligências de instrução realizadas, e apesar do «que vinha alegadopeticionado pelos cinco arguidos acusados, que requereramabertura de instrução, o Tribunal de Instrução Criminal do Porto concluiu existirem indícios suficientes da prática desse crime nos moldes enunciados na douta acusação do Ministério Público, sendo desse modo de levar os arguidos a julgamento».

Em declarações à Agência Lusa, esta quarta-feira, Daniel Vieira, presidente da Junta de Fânzeres e São Pedro da Cova, reforçou tratar-se de um «dado novo, porque foi considerado que não há dúvidas e tem de existir julgamento». Simultaneamente reiterou que «tudo fará para que sejam apuradas responsabilidades, quer criminais quer políticas, por este grave crime ambiental».

No início deste ano, a Junta de Freguesia, que é assistente neste processo, defendeu que era hora de fazer justiça, sugerindo como possibilidade a requalificação do território e do património mineiro de São Pedro da Cova.

A 17 de Fevereiro, entregou no Tribunal de Gondomar um pedido de indemnização superior a dois milhões de euros  valor definido a partir de um projecto realizado nos anos 90 para o local onde foram depositados os resíduos e onde jazem as ruínas de um complexo mineiro de carvão.

Entre Outubro de 2014 e Maio de 2015, realizou-se a primeira fase de remoção dos resíduos perigosos, provenientes da antiga fábrica da Siderurgia Nacional, na Maia. Em Abril de 2015, e após novo levantamento, verificou-se a necessidade de avançar para uma segunda etapa.

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