|Síria

Pelo menos 2 mortos e 7 feridos em nova agressão israelita contra a Síria

A defesa anti-aérea síria interceptou vários mísseis disparados esta madrugada pela aviação israelita contra a região de Homs. O quarto ataque deste mês provocou baixas, divulgou a imprensa estatal.

Míssel israelita nos céus de Damasco, em Janeiro de 2021 
Míssel israelita nos céus de Damasco, em Janeiro de 2021 Créditos / PressTV

Dois civis morreram e outro ficou ferido, tal como seis soldados sírios, em resultado da agressão levada a cabo por Israel contra a província de Homs (Centro da Síria), informou a SANA. O ataque também provocou danos materiais.

De acordo com a agência, uma fonte militar indicou que, à 1h26 da madrugada, o «inimigio israelita» levou a cabo um ataque com «rajadas de mísseis» lançados a partir do Nordeste da capital libanesa, Beirute, que procuraram atingir «certos locais» na região central do país.

A maioria dos mísseis foi derrubada pelo sistema de defesa anti-aérea, acrescentou a fonte.

O ataque desta madrugada ocorre uma semana depois de Israel ter disparado dois mísseis a partir dos Montes Golã ocupados em direcção a um edifício vazio numa área a sul de Damasco. De acordo com a SANA, um dos mísseis foi derrubado e não foram registadas perdas.

Ao longo deste ano, o comando militar sírio deu conta de mais de três dezenas de agressões perpetradas pelo «inimigo sionista» contra o país. Desde o início da guerra, Israel atacou o território sírio centenas de vezes.

As autoridades israelitas raramente assumiram a autoria dos ataques na Síria, e, quando o fizeram, o pretexto foi quase sempre o de atingir alvos do Irão ou do Hezbollah, que tiveram um papel fundamental na luta contra os grupos terroristas apoiados por potências ocidentais e regionais.

Em Setembro de 2018, numa declaração pouco comum, os militares israelitas admitiram ter realizado mais de 200 ataques na Síria nos 18 meses anteriores, alegando ter destruído «centenas de alvos iranianos».

Ao longo da guerra, Damasco reiterou as acusações de violação da sua soberania e do direito internacional por parte do «inimigo sionista», e foi apresentando provas da ajuda militar, médica e logística que Israel prestou aos grupos terroristas.

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