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Novos alertas para a agudização da crise da saúde na Faixa de Gaza

«Escassez crítica» de medicamentos e de material médico ameaça a vida de milhares de pacientes, afirmou uma fonte médica no enclave – sujeito à agressão e ao bloqueio sionistas.

Palestina Gaza saúde
Médico palestiniano junto a um centro de saúde bombardeado por Israel na Faixa de Gaza (imagem de arquivo) Créditos / PressTV

Em declarações à Wafa, a fonte explicou que milhares de doentes oncológicos, de diálise renal e outras doenças correm risco de vida devido à falta de medicamentos essenciais e material médico.

A este respeito, precisou que mais de um terço dos artigos da lista de medicamentos essenciais se esgotou por completo e que 726 tipos de medicamentos, materiais médicos descartáveis ​​e material de laboratório se encontram actualmente indisponíveis nos stocks centrais.

De acordo com a fonte, dos 520 medicamentos considerados essenciais pelo Ministério da Saúde, 180 estão esgotados, em virtude do assédio e do bloqueio impostos pela ocupação.

No sector oncológico, a situação é ainda mais grave, tendo em conta que faltam 50 dos 97 medicamentos destinados ao tratamento de pacientes com cancro.

A fonte alertou ainda para a grave escassez de filtros de diálise, suturas cirúrgicas – em especial das finas, usadas em cirurgias delicadas – e materiais para cateterismo cardíaco, o que obriga ao adiamento de múltiplos procedimentos e cirurgias.

No que respeita aos dados dos armazéns, destacou que a oferta é cada vez menor, com 79 tipos de material de laboratório completamente esgotados, tal como 265 materiais médicos especializados.

No total, disse ainda à Wafa, mais de 11 mil cirurgias foram adiadas devido à escassez e às actuais restrições financeiras impostas pela ocupação.

Encerramento dos acessos a Gaza é «castigo colectivo»

O Centro de Gaza para os Direitos Humanos condenou esta segunda-feira a decisão israelita de encerrar as passagens de acesso ao enclave, descrevendo a medida como mais uma «punição colectiva» contra dois milhões de palestinianos, refere o portal palinfo.com

Em comunicado, o organismo acusou a ocupação de se aproveitar dos desenvolvimentos na região – com o Irão a atacar Israel na sequência da insistente agressão sionista ao Líbano – para «apertar o cerco aos civis em Gaza».

No documento, o centro sublinha que a medida viola o direito internacional humanitário e que ocorre num contexto de crise profunda no território palestiniano, tendo em conta que tanto o combustível como a ajuda humanitária que ali entraram foram bastantes inferiores aos níveis necessários e acordados no contexto do «cessar-fogo» alcançado em Outubro último.

Neste sentido, alertou que o encerramento da passagem de Rafah e outras, mesmo que temporário, terá «sérias consequências», quando se regista uma escassez severa de comida, medicamentos e combustível no enclave, com grande pressão no sector da saúde.

Entretanto, Israel continua a intensificar os ataques militares a vários pontos da Faixa de Gaza. Nesse contexto, a Protecção Civil revelou, no domingo, que desde o início do mês 36 civis foram mortos no enclave.

«O martírio de 36 palestinianos num período tão curto resume um aspecto da tragédia sofrida pelos residentes da Faixa de Gaza, mas não reflecte totalmente a dimensão do sofrimento humanitário e das crises que os cidadãos enfrentam diariamente», afirmou um representante do organismo.

Dados revelados esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde em Gaza indicam que, desde Outubro de 2023, a ofensiva israelita provocou pelo menos 72 980 mortos e 173 171 feridos.

Um número indeterminado de vítimas continua sob os escombros ou em áreas de difícil acesso a equipas de resgate.

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