Em declarações à imprensa, o responsável afirmou que qualquer atraso no tratamento destes casos implicará a perda de órgãos e possivelmente a morte dos pacientes.
Observou que os feridos por estilhaços sofrem o dobro e necessitam de tratamento no estrangeiro, pois é impossível proporcioná-lo no enclave, devido à destruição causada pela guerra e à falta de medicamentos.
Corpos estranhos no organismo podem causar complicações como envenenamento e infecções, explicou Abu Salmiya, sublinhando que o sector da saúde na Faixa de Gaza sofre com a falta de material médico e com a escassez de instrumentos necessários para as cirurgias.
A este propósito, salientou que mais de 50% dos medicamentos essenciais estão indisponíveis, bem como 40% dos medicamentos de emergência que salvam vidas.
Agrava-se a crise da falta de medicamentos
Na semana passada, o Ministério palestiniano da Saúde em Gaza chamou a atenção para a crise que se agrava rapidamente no fornecimento de medicamentos, material médico e materiais de laboratório, afirmando que dezenas de artigos essenciais se esgotaram por completo no território sitiado.
Num comunicado emitido na quinta-feira, as autoridades informaram que 47% dos medicamentos essenciais atingiram o nível zero dos stocks, enquanto 59% dos materiais médicos descartáveis e 87% dos materiais para testes laboratoriais também esgotaram.
Entre os serviços mais afectados por esta crise contam-se o do tratamento do cancro e das doenças do sangue, os cuidados de saúde primários, os serviços de diálise, o tratamento de saúde mental e os cuidados de emergência, frisou o texto, citado pelo palinfo.com.
O ministério acrescentou que a escassez crítica também inclui material utilizado em cirurgias oculares, procedimentos de cateterismo cardíaco e diálise renal. O mesmo ocorre com materiais de laboratório necessários para análises de hemograma completo, de gases sanguíneos e de química clínica.
Esta situação, sublinha o texto, está a limitar severamente a capacidade dos hospitais e laboratórios, a colocar uma enorme pressão sobre equipas médicas exaustas e a aumentar o risco de complicações graves entre pacientes e civis feridos.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
