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Milhares de feridos em Gaza à espera de cirurgias avançadas

Mais de dez mil palestinianos feridos na agressão israelita à Faixa de Gaza necessitam de cirurgias avançadas para a sua recuperação, alertou Muhammad Abu Salmiya, diretor do Hospital al-Shifa.

Os alertas repetem-se no sector da saúde na Faixa de Gaza, nomeadamente no que respeita à necessidade de tratamento no estrangeiro e à escassez de medicamentos Créditos / palinfo.com

Em declarações à imprensa, o responsável afirmou que qualquer atraso no tratamento destes casos implicará a perda de órgãos e possivelmente a morte dos pacientes.

Observou que os feridos por estilhaços sofrem o dobro e necessitam de tratamento no estrangeiro, pois é impossível proporcioná-lo no enclave, devido à destruição causada pela guerra e à falta de medicamentos.

Corpos estranhos no organismo podem causar complicações como envenenamento e infecções, explicou Abu Salmiya, sublinhando que o sector da saúde na Faixa de Gaza sofre com a falta de material médico e com a escassez de instrumentos necessários para as cirurgias.

A este propósito, salientou que mais de 50% dos medicamentos essenciais estão indisponíveis, bem como 40% dos medicamentos de emergência que salvam vidas.

Agrava-se a crise da falta de medicamentos

Na semana passada, o Ministério palestiniano da Saúde em Gaza chamou a atenção para a crise que se agrava rapidamente no fornecimento de medicamentos, material médico e materiais de laboratório, afirmando que dezenas de artigos essenciais se esgotaram por completo no território sitiado.

Num comunicado emitido na quinta-feira, as autoridades informaram que 47% dos medicamentos essenciais atingiram o nível zero dos stocks, enquanto 59% dos materiais médicos descartáveis ​​e 87% dos materiais para testes laboratoriais também esgotaram.

Entre os serviços mais afectados por esta crise contam-se o do tratamento do cancro e das doenças do sangue, os cuidados de saúde primários, os serviços de diálise, o tratamento de saúde mental e os cuidados de emergência, frisou o texto, citado pelo palinfo.com.

O ministério acrescentou que a escassez crítica também inclui material utilizado em cirurgias oculares, procedimentos de cateterismo cardíaco e diálise renal. O mesmo ocorre com materiais de laboratório necessários para análises de hemograma completo, de gases sanguíneos e de química clínica.

Esta situação, sublinha o texto, está a limitar severamente a capacidade dos hospitais e laboratórios, a colocar uma enorme pressão sobre equipas médicas exaustas e a aumentar o risco de complicações graves entre pacientes e civis feridos.

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