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«Uma afronta». Fenprof critica pagamento de 1 euro por resposta corrigida

A Federação Nacional dos Professores classificou esta terça-feira como «absolutamente inaceitável» e «uma afronta» o modelo de remuneração dos docentes classificadores, que prevê o pagamento de apenas 1 euro por resposta corrigida.

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Créditos António Pedro Santos / Agência Lusa

A estrutura sindical acusa o Governo e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), que, depois de uma correcção digital repleta de problemas, «parecem querer acrescentar uma nova dimensão ao escândalo», e exige explicações por parte do ministro Fernando Alexandre. Em causa, admite num comunicado divulgado hoje, está a forma «como pretendem remunerar o trabalho extraordinário realizado pelos professores classificadores».

Considera a Federação Nacional dos Professores (Fenprof/CGTP-IN) que a compensação, que pode levar a que um professor receba o equivalente a seis euros por hora de trabalho, é «absolutamente inaceitável» e desigual. Alerta que, «num mesmo período de uma hora, haverá professores que conseguiram classificar 20 itens e outros que, pelas características das provas, pelos procedimentos impostos ou pelas condições concretas do processo, não conseguiram classificar mais de 6». 

«Os professores não podem ser responsabilizados pelas falhas de um sistema que não criaram. Não podem ser penalizados por procedimentos que lhes foram impostos. E não podem ser convocados para trabalhar em dias de descanso semanal para, no final, verem esse trabalho desvalorizado através de um modelo de pagamento que não garante sequer uma remuneração justa e equitativa», lê-se na nota.

Acrescenta a Fenprof que «este tratamento é uma afronta aos professores e uma ofensa à sua inteligência e dignidade profissional», informando que vai denunciar junto da Inspecção-Geral de Educação e Ciência todas as situações «que revelem injustiça ou desigualdade na compensação atribuída aos professores classificadores».

O Ministério da Educação justificou a medida, assinada em despacho a 27 de Julho, como um reconhecimento do «esforço dos professores num contexto de particular exigência», depois de a classificação electrónica de cerca de 300 mil exames, introduzida pela primeira vez e com o ministro a admitir que não existe um relatório do teste-piloto da digitalização do exame de Filosofia, realizada em 2025, ter sido alvo de inúmeros problemas. O modelo prevê o pagamento de um euro por cada resposta classificada e 12 euros por cada prova reapreciada.

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