O Ministério saarauí da Educação Nacional e Formação Profissional assinalou, na última quarta-feira, o Dia Nacional da Educação num evento, celebrado na wilaya de Smara, que contou com a presença do Presidente da República e secretário-geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, de representantes do executivo saarauí e de várias organizações e docentes nas províncias (wilayas) que constituem os acampamentos de refugiados de Tinduf (Sudoeste da Argélia).
Na ocasião, Ghali aproveitou para homenagear o trabalho humanitário e educativo que é desenvolvido pela missão cubana desde a fundação da Escola Nacional de Ensino Básico e Secundário Simón Bolívar, em 2012, na wilaya de Smara.
A chefe da missão educativa cubana na RASD, Yaritza Benavides, que dá aulas na Simón Bolívar, afirmou que a instituição «é um modelo exemplar e um símbolo de cooperação entre os povos» – indica a Sahara Press Service (SPS) –, ao referir-se à cooperação existente entre a RASD, a Venezuela e Cuba no que toca ao projecto educativo que a escola mantém.
Benavides disse ainda que «os debates sobre a cooperação e o conteúdo da formação e a educação em todas as áreas educativas e pedagógicas visam incutir valores de dignidade, cooperação e libertação», salientando que «a missão cubana realiza esta tarefa aprendendo simultaneamente com a experiência saarauí».
«Os membros da missão educativa vão prosseguir o seu trabalho para assegurar o êxito do projecto e a concretização dos seus objectivos de formar os futuros profissionais da República Saarauí», notou.
Primeira escola com o nome do Libertador em África
No final de Maio de 2025, a Escola Simón Bolívar foi palco da nona cerimónia de formatura de estudantes do ensino secundário, que contou com a participação de representantes do Ministério da Educação de Cuba e do encarregado de negócios da Embaixada da Venezuela em Argel, Gabriel Torrealba.
Jatri Aduh, ministro da Educação Nacional e Formação Profissional da RASD, presidiu à cerimónia, na qual reconheceu o papel cimeiro que os povos de Cuba e da Venezuela assumem no apoio à causa saarauí, e destacou o trabalhado realizado pelos docentes cubanos numa escola que, disse, é a primeira fundada no continente africano com o nome do Libertador e por isso motivo de orgulho para o povo saarauí.
A Escola Simón Bolívar, na wilaya de Smara dos acampamentos de refugiados de Tinduf, abriu em 2012 como resultado da cooperação trilateral Venezuela-Cuba-RASD, tornando-se um símbolo de resistência e de esperança para o povo saarauí no caminho para um futuro soberano.
Os seus 14 anos de actividade, referem as autoridades cubanas, proporcionaram a formação a 209 estudantes saarauís.
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