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O povo venezuelano foi o principal alvo de uma «criminosa agressão militar» dos EUA

O império ataca de novo. Depois do Iémen, Irão e da total cumplicidade no genocídio do povo palestiniano, os EUA voltam a pôr as garras na América Latina. Bombardeamentos atingiram cidades em vários estados da Venezuela.

Ataque militar dos Estados Unidos da América contra Caracas, Venezuela. 3 de Janeiro de 2026 
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«Até ao momento, a barbárie das forças invasoras profanou o nosso solo sagrado nas localidades de Caracas e nos estados de Miranda, Arágua e La Guaira», afirmou, na manhã de hoje, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López. Os bombardeamentos levados a cabo pelos Estados Unidos da América atingiram infraestruturas militares e civis, incluindo edifícios de habitação, não havendo, para já, informação sobre o número de mortos e feridos.

«Perante este ataque covarde e desprezível, que ameaça a paz e a estabilidade da região, dirigimos a mais veemente denúncia perante a comunidade internacional e todos os organismos multilaterais para que condenem o Governo norte-americano pela flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. A Venezuela livre, independente e soberana rejeita, com toda a força da sua história libertária, a presença dessas tropas estrangeiras que só deixaram no seu rasto a morte, a dor e a destruição», reiterou o ministro. «Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu».

Em declarações prestadas ao The New Yok Times, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, classificou o ataque criminoso do seu país como uma «operação brilhante». Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmam ter capturado Nicolás Maduro (e a sua mulher, Cilia Flores) e sequestrado o líder venezuelado, retirando-o do país. Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela confirmou não ter conhecimento do paradeiro de Maduro e exigiu uma «prova de vida» aos EUA.

Por enquanto, o Governo venezuelano continua em funções, sem limitação, tendo toda a estrutura das forças armadas e das milícias populares sido convocada. Diosdado Cabello, ministro do Interior, afirmou que «o país está em completa calma. O que eles tentaram com as bombas e os mísseis que lançaram foi parcialmente bem-sucedido. E digo parcialmente porque eles esperavam que o povo saísse às ruas, talvez de forma descontrolada, covardemente. Não. Os covardes ficaram no passado. Este povo sabe o que tem de fazer».

Ao Público, o analista político Pedro Ponte e Sousa considerou que o principal motivo deste ataque «é a mudança de regime» e a «instalação de um governo fantoche próximo aos interesses dos EUA, nomeadamente procurando uma maior presença das empresas americanas nos sectores do petróleo, gás, e outros minerais». Para além das questões práticas, de alimentar o imperialismo norte-americano, Donald Trump tem o «propósito de eliminar um governo socialista, desalinhado da estratégia dos EUA para a região» e reestabelecer «um quintal que alinhe automaticamente com os interesses americanos».

Nas redes sociais, Pam Bondi, procuradora-geral dos EUA, revelou que Nicolás Maduro e Cilia Flores vão ser julgados no estado de Nova Iorque, indiciados por «narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e explosivos». 

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