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Israel matou 7488 estudantes palestinianos em 2025

As forças de ocupação israelitas mataram pelo menos 7488 estudantes palestinianos e deixaram feridos 10 557 em 2025, a esmagadora maioria dos quais na Faixa de Gaza, revelou uma fonte oficial.

Uma jovem estudante palestiniana caminha por entre os escombros em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza (imagem de arquivo) Créditos / PressTV

No seu mais recente relatório, o Ministério palestiniano da Educação e do Ensino Superior informou esta quarta-feira que 7450 estudantes foram mortos na Faixa de Gaza, território onde outros 10 130 ficaram feridos em resultado da agressão israelita ao longo de 2025.

Na Margem Ocidental ocupada, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro do ano passado, 38 estudantes foram mortos, 427 ficaram feridos e 324 foram detidos, indicou a tutela.

Na nota, o ministério revela ainda que, em ambos os territórios, pelo menos 415 docentes e outros funcionários do sector foram mortos em resultado da agressão israelita, enquanto 912 ficaram feridos e 48 foram detidos (só na Cisjordânia).

Ao longo de 2025, Israel atacou várias instituições universitárias, incluindo as de Birzeit, Al-Quds, Al-Khalil e a Politécnica da Palestina, além de várias escolas.

As autoridades palestinianas estimam que, desde Outubro de 2023, a ocupação tenha matado mais de 19 mil estudantes e ferido cerca de 29 mil, no âmbito de uma campanha que levou à destruição total ou parcial de centenas de escolas e jardins de infância.

Desde o início da agressão genocida até 31 de Dezembro – indica a Wafa com base nos dados divulgados pelas autoridades de saúde –, as forças de ocupação provocaram a morte de pelo menos 71 269 palestinianos e deixaram feridos 171 232.

ONU critica decisão israelita de cortar água e luz à Unrwa

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta quarta-feira a decisão de Israel de bloquear o fornecimento de electricidade e água às instalações da agência da ONU para os refugiados palestinianos (Unrwa), alertando que a medida viola o direito internacional e ameaça serviços que são essenciais para milhões de palestinianos.

A decisão de Israel irá «impedir ainda mais» o funcionamento da agência, declarou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral.

«A Convenção sobre os Privilégios e Imunidades das Nações Unidas continua aplicável à Unrwa, às suas propriedades e bens, bem como aos seus funcionários e demais pessoal. Os bens utilizados pela Unrwa são invioláveis», disse, citado pela PressTV, tendo sublinhado que a Unrwa é parte «integrante» das Nações Unidas e que as suas instalações se encontram protegidas ao abrigo do direito internacional.

O comissário-geral da Unrwa, Philippe Lazzarini, também condenou a decisão, classificando-a como parte de uma campanha sistemática para desacreditar a agência e minar o seu papel na ajuda aos refugiados palestinianos.

Múltiplas críticas à suspensão israelita de 37 ONG em Gaza

A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), o Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR, na siga em inglês) e a ONU foram alguns dos organismos que criticaram de forma veemente o anúncio israelita de suspender, a 1 de Janeiro, a licença atribuída a dezenas de organizações internacionais de ajuda humanitária que operam em Gaza, alegando que não cumpriram novos requisitos de registo.

Em comunicado, a OCI destacou o papel «vital e indispensável» que estas organizações desempenham no alívio do sofrimento dos palestinianos no enclave costeiro, sublinhando que «a medida arbitrária israelita» iria «exacerbar seriamente o sofrimento humanitário catastrófico» em virtude das «restricções israelitas que impedem que quantidades suficientes de ajuda humanitária e médica cheguem à Faixa».

Também o CAIR, organização muçulmana de defesa dos direitos civis nos EUA, se posicionou sobre o anúncio que impede o trabalho de organizações como Save the Children, Oxfam, Caritas ou Médicos Sem Fronteiras na Faixa de Gaza, afirmando que se trata de «um acto de crueldade sem precedentes e perverso».

Por seu lado, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou a decisão israelita como «escandalosa», alertando que «agrava ainda mais uma situação já de si incomportável para as pessoas em Gaza».

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