|Síria

Israel voltou a atacar território sírio e novamente a partir do Líbano

As baterias da defesa anti-aérea do Exército sírio repeliram, esta quinta-feira à noite, um ataque israelita com mísseis – o mais forte das duas dezenas perpetradas contra o país árabe este ano.

Defesa anti-aérea síria responde ao ataque israelita em Damasco
Defesa anti-aérea síria responde a um ataque israelita em Damasco (imagem de arquivo) Créditos / Twitter

O Ministério sírio da Defesa referiu, em comunicado, que os mísseis foram disparados às 23h03 (hora local) por aviões de combate israelitas que sobrevoavam o Sudeste da capital libanesa, Beirute, visando vários pontos localizados nos arredores de Damasco e na província central de Homs.

«A maioria dos mísseis foi derrubada e as consequências da agressão estão agora a ser avaliadas», acrescentou a fonte, citada pela SANA.

Fontes militares consultadas anonimamente pela agência Prensa Latina revelaram que os alvos bombardeados ficam na base aérea de Mezzeh, em Damasco, na província de Damasco Rural, perto da fronteira com o Líbano, e na zona ocidental da província de Homs.

Esclareceram que as posições atingidas foram baterias da defesa anti-aérea e unidades do movimento de resistência libanês Hezbollah, que é aliado do governo sírio na luta contra o terrorismo.

De acordo com as autoridades de Damasco, Israel levou a cabo mais de cem ataques contra território sírio em 2020 e este ano as agressões já ultrapassam as duas dezenas.

Em comunicados sucessivos, o governo sírio tem condenado estas acções e criticado o silêncio internacional, incluindo o das Nações Unidas, perante elas, e tem reafirmado o direito a defender a integridade e a soberania do território nacional por todos os meios legítimos.

Denunciou igualmente que estas agressões fazem parte do apoio directo que é prestado a grupos terroristas, nomeadamente a Frente al-Nusra e o Daesh, para desestabilizar as zonas que já haviam sido libertadas.

Israel confiante na sua impunidade

Num comunicado emitido em Julho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria afirmou que «Israel persiste no terrorismo na região porque está confiante de que não irá prestar contas pelos seus inúmeros crimes, graças à protecção das sucessivas administrações norte-americanas e de alguns países ocidentais».

No documento, emitido a 22 de Julho, as autoridades sírias criticam o silêncio de alguns membros da comunidade internacional perante «os crimes israelitas, que estão a aumentar», o que os transforma em «parceiros de Israel e de organizações terroristas como a Frente al-Nusra e o Daesh».

O governo sírio instou ainda as Nações Unidas a assumir as suas responsabilidades, sublinhando que os ataques israelitas contra a Síria são «violações flagrantes da Carta das Nações Unidas», bem como das resoluções pertinentes aprovadas pelo seu Conselho de Segurança.

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