O apoio foi expresso esta segunda-feira num encontro realizado por videoconferência, sob o lema «50 anos de jornalismo em fraternidade», por iniciativa da União dos Jornalistas de Cuba (UPEC), no âmbito das actividades relacionadas com o Dia da Imprensa na Ilha, que se assinala a 14 de Março.
O presidente honorário da organização regional, Iván Canelas (Bolívia), destacou como os órgãos de comunicação comerciais «brandem as mentiras do imperialismo norte-americano, que procura apropriar-se dos recursos naturais dos países, subjugar a América Latina e implementar novamente a Doutrina Monroe», refere a Prensa Latina.
Neste contexto, acrescenta a fonte, alertou que o encontro recente entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e 12 líderes de extrema-direita da região, bem como os ataques contra a Venezuela, o Irão, a Palestina e o Iémen, e a pressão contra Cuba, não são uma coincidência – todos visam a apropriação dos recursos naturais destas regiões.
Por seu lado, Beto Almeida, ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (Fenaj), frisou a necessidade de se conseguir uma maior formação tecnológica para garantir informação que vá ao encontro dos desafios actuais, impostos pela urgência de eliminar a ditadura do mercado, que banaliza as mensagens expressas sob a forma de propaganda de guerra, armas e morte.
«Perante tais riscos, não resta outra alternativa que não seja maximizar a unidade anti-imperialista», afirmou Almeida, citado pela Agencia Cubana de Noticias (ACN).
Náo basta erguer bandeiras
Num encontro também dedicado à celebração dos 50 anos da organização regional, em Junho deste ano, o presidente da federação, o argentino Juan Carlos Camaño, disse que, neste momento tão complicado para a Humanidade, não basta erguer bandeiras e que há muito para fazer.
Para fazer frente à nova ordem mundial da informação e da comunicação, Camaño – que reiterou o apoio a Cuba face às novas medidas impostas pelos EUA – apelou à unidade reforçada dos membros da Federação Latino-americana de Jornalistas e pediu que se coloquem as novas tecnologias ao serviço dos povos e da verdade.
Intervieram no encontro, além dos jornalistas referidos, o argentino Leandro Torres, o porto-riquenho Nelson del Castillo, os mexicanos Rosa María Olguín e Teodoro Rentería Villa, refere a ACN. Pela parte cubana, participaram Tubal Páez, Bolivia Tamara Cruz, Francisco Rodríguez e Ricardo Ronquillo, presidente da UPEC.
Este último agradeceu a participação de todos no encontro virtual e abordou questões relacionadas com a realidade actual de Cuba, frisando que os jornalistas cubanos «fazem parte do povo digno e solidário» que sofre os impactos de um bloqueio que dura há mais de seis décadas e que pretende «fazer rendê-lo por asfixia».
A tónica geral, indica a ACN, foi de solidariedade para com Cuba e os colegas cubanos, que vivem estes «dias tão difíceis», mas que «não vão ficar de braços cruzados perante tanta pressão e falácia mediática».
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