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Israel viola novamente o cessar-fogo em Gaza

Aviões israelitas atacaram a Faixa de Gaza esta quinta-feira à noite, violando pela segunda vez em dois dias o cessar-fogo estabelecido em 21 de Maio, após 11 dias de bombardeamentos ao enclave.

Créditos / WAFA

Foram atingidos por mísseis israelitas pelo menos cinco pontos no enclave costeiro cercado, com o pretexto de que pertenciam ao movimento de resistência Hamas. O Ministério palestiniano da Saúde em Gaza não reportou a existência de vítimas.

De acordo com a informação divulgada pelos militares israelitas, «o ataque foi perpetrado em resposta ao lançamento contínuo de balões incendiários» para os territórios ocupados em 1948, informa a PressTV.

Por seu lado, a agência WAFA refere que os balões incendiários lançados para o actual território israelita foram uma resposta das facções palestinianas à Marcha das Bandeiras, realizada pelos colonos judeus para celebrar a ocupação da parte oriental de Jerusalém em 1967.

Para os palestinianos, as acções provocadoras associadas ao chamado Dia de Jerusalém «visam intimidar os habitantes palestinianos de Jerusalém e reflectem as políticas colonialistas, de limpeza étnica e expulsão levadas a cabo pelos israelitas», refere a fonte.

Os ataques levados a efeito pela aviação militar israelita esta quinta-feira à noite na Faixa de Gaza cercada seguem-se aos perpetrados na quarta-feira, também sem vítimas a registar, e constituem a primeira grande acção de guerra desde que os israelitas decretaram um cessar-fogo, alcançado com o apoio do Egipto, a 21 de Maio último, ao cabo de 11 dias de bombardeamentos que provocaram a morte a mais de 260 palestinianos e deixaram mais de 2000 feridos no enclave costeiro.

Durante o massacre a Gaza, os grupos da resistência palestiniana lançaram mais de 4000 rockets para os territórios ocupados em 1948, provocando a morte a 11 israelitas.

Território cercado, bloqueado, punido

No território cercado, vivem cerca de dois milhões de palestinianos, que há 12 anos são submetidos a um bloqueio rígido e punitivo, que destruiu a economia do território e as fontes de rendimento dos seus habitantes, que enfrentam elevadas taxas de desemprego e pobreza.

Isolados do resto da Palestina e do mundo, os habitantes da Faixa de Gaza enfrentam ataques sucessivos da máquina de guerra israelita, que causou graves danos às infra-estruturas do território, e dependem da ajuda humanitária para satisfazer as necessidades básicas.

Uma grande parte da população do enclave costeiro cercado é refugiada ou descendente dos palestinianos que foram expulsos pelas milícias israelitas dos territórios hoje designados como Israel. E ainda hoje lutam pelo direito ao retorno, consagrado no direito internacional.

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