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Israel matou pelo menos 1221 palestinianos na Cisjordânia desde Outubro de 2023

Tropas e colonos israelitas mataram pelo menos 1221 palestinianos na Cisjordânia ocupada desde o início da ofensiva genocida contra a Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, denunciou uma ONG.

Vários organismos dão conta do número crescente de operações militares e de ataques de colonos israelitas à população palestiniana na Margem Ocidental ocupada Créditos / palinfo.com

A informação foi divulgada pelo Centro de Informação Israelita para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados (B’Tselem) em comunicado e nas redes sociais, sublinhando que 263 dos palestinianos mortos eram menores de idade.

«A grande maioria foi morta por fogo militar e 31 foram assassinados por milícias de colonos», precisou a organização não governamental (ONG).

De acordo com a informação difundida, só nos primeiros dois meses e meio de 2026 Israel matou 24 palestinianos na Margem Ocidental ocupada, 18 dos quais por tropas e seis por colonos.

«Sob o regime de apartheid israelita, as vidas palestinianas continuam a ser tratadas como inteiramente descartáveis», denunciou a organização.

Cerca de 780 mil colonos judeus vivem actualmente na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, em clara violação do direito internacional e de várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Incremento das agressões

Dados divulgados no início deste ano dão conta de uma clara aceleração nos planos israelitas de anexação da Cisjordância, bem como do número crescente de agressões à população palestiniana.

A Comissão de Resistência ao Muro e à Colonização revelou que as tropas e os colonos israelitas levaram a cabo 23 827 ataques contra pessoas e bens na Margem Ocidental o ano passado.

Ao apresentar estes dados, o director da Comissão, Muayyad Shaaban, destacou que eles se referem a um ano de violações que não foram cometidas em segredo, mas antes executadas abertamente como parte do processo político, sob a égide de um regime que vê a terra como espólio, a lei como instrumento e a força como substituto da legitimidade.

«Quando a geografia palestiniana é reduzida a enclaves isolados e sitiados, e os palestinianos são expulsos das suas terras, a ocupação torna-se uma condição permanente, não uma medida temporária», disse.

Aceleração da ocupação

Por seu lado, a organização israelita Peace Now (Paz Agora) denunciou que 2025 é o ano com maior número de aprovações de planos para novos colonatos – 41, que dizem respeito tanto a novos colonatos como à legalização retroactiva de postos avançados.

Um responsável da organização disse à agência Anadolu que este recorde anual – que bate qualquer período idêntico desde 1993 no que respeita à expansão ilegal dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada – está relacionado com os planos do governo para anexar o território e bloquear a criação de um Estado palestiniano.

Aumentam as detenções

Entretanto, o Centro de Informação Palestiniano (Mutaa) revelou há dias que, desde o início deste ano, mais de 2000 pessoas foram detidas no âmbito de operações militares israelitas contra cidades, aldeias e campos de refugiados por toda a Margem Ocidental ocupada, documentando aquilo que classifica como «um forte aumento nas detenções em massa».

Actualmente, encontram-se nas cadeias da ocupação mais de 9500 presos palestinianos, incluindo 73 mulheres e 350 menores.

Uma parte significativa dos presos – 3442, de acordo com o organismo – encontra-se em regime de detenção administrativa, sem acusação ou julgamento e podendo ver prolongada a detenção indefinidamente por períodos renováveis até seis meses.

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